Líderes analisam importância do Comitê Popular Suprapartidário de Ribeirão Preto

/ Editor: José Alfredo | Agência Rede PT Ribeirão
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Foto: Ricardo Stuchert

Líderes analisam importância do Comitê Popular Suprapartidário de Ribeirão Preto

Ribeirão Preto foi o primeiro município do Estado de São Paulo a ter um Comitê Popular Suprapartidário “Vamos Juntos pelo Brasil”, uma união de partidos de esquerda e centro-esquerda em prol de Lula. A iniciativa foi contruída em março, antes mesmo do lançamento da pré-candidatura do ex-presidente e da campanha #VamosJuntospeloBrasil.

O Comitê reúne Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Rede Sustentabilidade, Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Verde (PV) e Solidariedade.


Para o presidente do PT de Ribeirão Preto, Jorge Roque, o principal desafio do comitê é apresentar um programa comum “capaz de responder a questões como o desemprego, os direitos trabalhistas, a capacidade de investimento do Estado, o papel das estatais e a defesa da democracia.”



“Em 2018, o arco de alianças do PT foi muito reduzido.  Mas, mesmo nas eleições anteriores, não se viu uma frente tão ampla como a que está sendo construída agora em nome da defesa da democracia. O PSOL, o Solidariedade e a Rede são partidos que jamais apoiaram o Lula já no 1º turno.  Agora, o farão.  O PSB, fazia alguns anos, não estava no nosso campo. Agora estamos juntos novamente. Quero aqui valorizar também a aliança com o PCdoB, que sempre esteve conosco. Diante da ameaça que representa a extrema-direita, essa aliança era necessária e felizmente a construímos em Ribeirão Preto, onde, aliás, pretendemos estarmos unidos ao menos até 2024”, explica Roque.

O presidente do diretório municipal do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em Ribeirão Preto, Glauber da Silva lembra da parceria história entre PT e PCdoB no município e afirma hoje ser ainda mais importante a união em torno de Lula.


“Nosso principal desafio será reorganizar os movimentos sociais que estavam desarticulados. Quando digo reorganizar estou falando dos que estão distantes da gente, alguns movimentos da Juventude, Pastorais, Movimento de moradia, sindical, entre outros”, diz Glauber.

Caio Cristiano de Oliveira Cunha, vice-presidente do PSOL de Ribeirão Preto, comenta que o partido definiu como prioridade a derrota de Bolsonaro nas Eleições e o reconhecimento de que Lula é quem pode concretizar esse objetivo. Por isso, a sigla decidiu participar de uma união de esquerda.


“Avaliamos que Bolsonaro não vai aceitar a derrota e trabalha dia e noite para questionar o processo eleitoral, podendo chamar às ruas sua base eleitoral com uma agitação fascista e colocar o regime democrático em xeque. Uma campanha eleitoral-movimento unificando sindicatos, movimentos sociais e populares, partidos, com milhares de comitês espalhados pelo território nacional é a tática na qual apostamos para ganhar no primeiro turno, e, se for o caso, garantir o resultado das eleições nas ruas.”

Porta Vozes da Rede Sustentabilidade RP, Sonia Borges e Luiz Mariano, explicam que a decisão por integrar o Comitê Suprapartidário Vamos Juntos pelo Brasil partiu do entendimento do papal e da responsabilidade do partido com o momento atual brasileiro, que enfrenta ataques constantes à democracia, às políticas públicas, ao desemprego e a responsabilidade do governo no alto número de mortes na pandemia de Covid-19.


“O momento é de dialogar, somar forças para construirmos um projeto mais sustentável em vários aspectos, e em defesa da democracia. O atual Governo já mostrou a capacidade de desmontes de políticas públicas importantes, e isso tem impacto na população mais vulnerável. Não podemos deixar de nos sensibilizarmos diante dos indicadores que mostram que o Brasil está novamente no Mapa da fome. Já são quase 20 milhões de pessoas, que também são atingidos pelos fenômenos das mudanças climáticas. A importância é construir uma agenda propositiva, e uma gestão transparente, através de parlamentares comprometidos com uma agenda que resgate o desenvolvimento do Brasil, que ofereça leis e projetos responsáveis para as questões ambientais, sociais, e na aplicação dos recursos.”

A ex-deputada estadual pelo Partido Verde, Regina Gonçalves, considera de extrema importância a união dos partidos de esquerda e centro-esquerda para proteger e aperfeiçoar a democracia, garantir direitos básicos para a sociedade brasileira e garantir um meio ambiente em equilíbrio com o desenvolvimento econômico.


“O PV através da direção nacional há tempo discutia com partidos progressistas a necessidade de proteção dos direitos básicos da sociedade, o fortalecimento das instituições nacionais e em especial o que representa um governo que não possui compromisso com a democracia, com a política ambiental abrangente e respeito às minorias, aos povos indígenas, dessa forma, o PV que desde 2018 no segundo turno aprovou resolução interna de não apoio ao então candidato Bolsonaro por entender que ele representa a destruição do nosso meio ambiente, das riquezas naturais e fere frontalmente o Estado de Direito, portanto, estamos sendo coerentes ao que acreditamos. Não se trata de competição partidária, mas sim do futuro do país, o que queremos para os nossos filhos e futuras gerações.”


O vereador de Ribeirão Preto Luís Antônio França, do PSB, resolveu participar do Comitê Suprapartidário Vamos Juntos pelo Brasil antes mesmo de uma definição da direção da sigla pela importância, em sua opinião, de uma grande frente para enfrentar o bolsonarismo.


“Eu, enquanto pessoa e vereador, vou participar, pois entendo que o melhor para o Brasil é a eleição do Lula já no primeiro turno”, finaliza.


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