Dilma quer manter a meta fiscal no País e reforça que não há “rebelião” no Congresso

/ Editor: José Alfredo | Agência Rede PT Ribeirão
Receba nossas notícias pelo Telegram

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma quer manter a meta fiscal no País e reforça que não há “rebelião” no Congresso

Para economia brasileira retomar crescimento, presidenta defende meta fiscal e conta com apoio do Congresso Nacional, apesar das divergências no parlamento

Após visitar o Pavilhão Brasil, na Expo Milão 2015, neste sábado (114), a presidenta Dilma Rousseff declarou que o governo brasileiro fará todos os esforços para manter a meta fiscal prevista para este ano, de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, ela reforçou que não há “rebelião” no Congresso Nacional, apesar das divergências parlamentares nos temas em votações na casa.

“Nosso objetivo é manter a meta. É isso que nós queremos. Vamos fazer todos os esforços para manter a meta”, afirmou a presidenta.

Para Dilma, o Congresso Nacional tem uma participação importante na garantia da meta fiscal. A aprovação recente das medidas provisórias proposta pelo governo para o ajuste fiscal é exemplo do entendimento do parlamento para equilibrar as contas do país.

Dilma Rousseff foi questionada por um jornalista se tinha receio de enfrentar problemas nas votações do Senado e alegou que a presidenta já teria enfrentado “rebeliões” na Câmara. Em resposta, a presidenta desconsiderou o termo “rebelião” empregado pelo repórter.

“Eu não chamo de rebelião votação no Congresso em que há divergências ou a gente perde umas e ganha outras. Se a gente for fazer um balanço, nós mais ganhamos do que perdemos. Eu não concordo que haja uma rebelião”, declarou.

Dilma foi enfática ao esclarecer que defende a democracia e a diferença nas opiniões.

“Não tem como nenhum país do mundo achar que se aprova todas no Congresso, em qualquer país do mundo. Aliás, no mais democrático é que se torna mais complexa a aprovação, onde há liberdade de opinião, onde há uma ampla manifestação de opiniões, como nos Estados Unidos”, disse.

Sobre o reajuste do Judiciário, ela disse que “é impossível o Brasil sustentar um reajuste daquela proporção”. A presidenta sinalizou um possível veto ao aumento de 53% a 78,56%. O custo do reajuste de 2015 a 2018 seria de R$ 25,7 bilhões, segundo cálculo do Ministério do Planejamento após 2018 e o custo adicional seria de R$ 10,5 bilhões por ano.

“Nem em momentos, assim, de grande crescimento, se consegue garantir reajustes de 70%. Muito menos num momento em que o Brasil precisa fazer um grande esforço para voltar a crescer”, disse.

 

Por Michelle Chiappa, da Agência PT de Notícias

 

---
Rede PT Ribeirão Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

Comentários

Ainda não há comentários nesta notícia. Seja o primeiro!