Sem Carnaval, Sem Alegria, Sem Governo

/ Editor: José Alfredo | Agência Rede PT Ribeirão
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Foto: Arquivo Rede PT

Sem Carnaval, Sem Alegria, Sem Governo

“A política cultural de Duarte Nogueira não enxerga além dos espetáculos caros e suntuosos do Pedro II” – José Fernando Chiavenato

Com açúcar, com afeto, mas, mordaz como sempre, o jornalista José Fernando Chiavenato grita contra a falta de respeito com a cultura popular; com os afetos positivos do povo e contra o desgoverno de Ribeirão Preto. De quebra, reverencia meu esforço e da minha parceira Ana Favaretto para levar um carnaval divertido e tranquilo a Bonfim Paulista (distrito de Ribeirão Preto onde vivemos) e referenda minha debochada autoproclamação como prefeito da cidade.

 

Jornalista político com a mordacidade, a sagacidade e a responsabilidade de Chiavenato está cada vez mais difícil de encontrar, não apenas porque o capital exige subserviência, mas, também, porque tem faltado formação política e coragem à classe, que, cada vez mais, se curva voluntariamente aos seus desejos sórdidos de levar o Brasil à Idade Média. Por isso, muito me orgulha tê-lo como companheiro nessa jornada de luta pela arte do povo. Evoé, Zé!

 

SEM CARNAVAL, SEM ALEGRIA, SEM GOVERNO

Por José Fernando Chiavenato

 

O BRASIL É SUFICIENTEMENTE BEM CONHECIDO no exterior pelo Carnaval. Não se trata apenas de mulheres semidesnudas ou de passistas habilidosos. A música que se exala a partir do país é forte e sempre bem reconhecida. Sei disso por experiência própria. Já passei inúmeros carnavais fora das fronteiras, alguns em países que nem perco tempo em declinar. Sei de gente que torceria o nariz e rezaria uma Ave-Maria e alguns Pais Nossos para que eu não retornasse por essas bandas.

NÃO É O CASO. NASCI E AINDA MORO POR AQUI. De forma tão suficiente que sei que o carnaval continua sendo a maior festa popular do universo. Para nós, brasileiros, a maior e mais segura fonte de renda de turismo. E alguém, por acaso, se importa com isso? Essa preocupação, com certeza, não chega em terras tupiniquins. O prefeito Duarte Nogueira, por exemplo, vai utilizar o período de festas carnavalescas para programar um breve período de festas. Deve estender-se ao sol do Nordeste ou espreguiçar-se em pousadas mineiras.

A VERDADE É NUA E CRUA: NOSSA MAIOR e mais comemorada festa popular está a um passo de ser sepultada. Sem direito a exumação. O carnaval passou a ser um dos ‘esquecimentos’ oficiais do Poder Público. A cantoria de milhões de brasileiros – boas centenas de milhares por aqui em nossa região – vai morrer ‘engasgada’ por abandono. Peguemos o exemplo – triste e genérico – de Ribeirão Preto. Capital de uma rica região metropolitana, não tem coragem para assumir a festa mais popular do planeta.

DUARTE NOGUEIRA JÚNIOR NEM MESMO deve saber a importância cultural do que seja promover um ambiente carnavalesco. Samba, para ele, deve soar como sinônimo de ‘indigente’, pessoas sem personalidade musical ou despreparadas culturalmente. Desperdiça a grande oportunidade de resgatar o que seus antecessores fizeram questão de sepultar sem qualquer tipo de respeito. Uma pena. Bastaria destinar alguns míseros reais de seu espetacular e cada vez mais milionário orçamento. Nem se dá ao trabalho.

O CADA VEZ MAIS TALENTOSO MAESTRO Márcio Coelho sabe bem do que estou falando. Entra ano, sai ano, e ele – por deliciosa teimosia – junta os trapos e percorre o comércio de chapéu nas mãos. Vai em busca de fundos que alimente o melhor carnaval/família da região. Basta ir ao distrito de Bonfim Paulista. Por ironia das artes, o carioca Márcio Coelho é autoproclamado prefeito de Ribeirão Preto. Ocupa o cargo com as honras que o deboche lhe permite. A oficialidade burocrata insiste em ignorá-lo.

COMO IGNORA, ALIÁS, OUTROS BLOCOS que já foram tradicionais e que hoje só existem na rara memória de alguns poucos. O jornalista e amigo Fernando Braga é outro desistente. Transformava a Vila Tibério em reduto do samba. Sozinho, fez mais que toda a falsa comissão de frente do governo tucano. Junte-se a esse bloco de decadência festiva Os Alegrões, Cauim e tantos outros carnavalescos que desistiram pelo caminho. É a ala dos inconformados. A política cultural de Duarte Nogueira não enxerga além dos espetáculos caros e suntuosos do Pedro II.

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