Clube de Leitura Sobre a Cultura no CeCult Newton Mendes Garcia

/ Editor: José Alfredo | Agência Rede PT Ribeirão
Receba nossas notícias pelo Telegram

Arquivo: Rede PT

Clube de Leitura Sobre a Cultura no CeCult Newton Mendes Garcia

No dia 22 de fevereiro teve início as atividades do “Clube de Leitura Sobre a Cultura”, promovido pela Secretaria Setorial de Cultura do PT de Ribeirão Preto e coordenado por Márcio Coelho, secretário de cultura do partido

O encontro aconteceu na sede do Diretório Municipal e contou com a presença ilustre da ex-secretária de educação Elsa Rossi, além da secretária adjunta do setorial de cultura Ana Favaretto e de membros do coletivo de cultura, como Ju Brittes e Thiago Bottaro.



O próximo encontro acontecerá no dia 22 de março, às 20h, também na sede do Diretório Municipal, quando continuaremos a leitura e a discussão sobre o livro “Cidadania Cultural – o direito à cultura”, da filósofa Marilena Chauí, lançado pela Fundação Perseu Abramo (baixe o livro no banner no final do texto).


A ideia do Clube de Leitura Sobre a Cultura é discutir os conceitos de cultura, sua importância e seus fundamentos, afinal, quem não se sente confuso ao tentar responder a pergunta: O que é cultura?



O livro de Marilena Chauí é denso, preciso e toca na ferida de questões cruciais para o ativismo cultural, dentro e fora do partido. De início já coloca uma questão que nos é muito cara e escancara a desigualdade social, ao afirmar que:


“Para a classe dominante de uma sociedade, pensar e expressar-se é coisa fácil: basta repetir ideias e valores que formam as representações dominantes da sociedade (afinal, como dizia Marx, as ideias dominantes de uma sociedade são as da sua classe dominante). O pensamento e o discurso da direita, apenas variando, alterando e atualizando o estoque de imagens, reiteram o senso comum que permeia toda a sociedade e que constitui o código imediato de explicação e interpretação da realidade, tido como válido para todos. Eis por que lhe é fácil falar, persuadir e convencer, pois os interlocutores já estão identificados com os conteúdos dessa fala, que é também a sua na vida cotidiana.

Para a esquerda, porém, a dificuldade é imensa porque o pensamento e o discurso são forçados a realizar quatro trabalhos sucessivos ou até mesmo simultâneos: 

1. Precisam, primeiro, desmontar o senso comum social; 

2. Em seguida, precisam desmontar a aparência de realidade e verdade que as condições sociais e as práticas existentes parecem possuir, aparência sobre a qual se funda tanto a fala da direita como a compreensão dos demais agentes sociais;

3. Precisam, a seguir, reinterpretar a realidade, revelar seus fundamentos secretos e suas operações invisíveis para que se possa compreender e explicar o surgimento, as formas e mudanças da sociedade e da política; e, finalmente, precisam criar uma fala nova, capaz de exprimir a crítica das ideias e práticas existentes, capaz de mostrar aos interlocutores as ilusões do senso comum e, sobretudo, de transformar o interlocutor em parceiro e companheiro para a mudança daquilo que foi criticado.


Assim, enquanto para a direita basta repetir o senso comum produzido por ela mesma, para a esquerda cabe o trabalho da prática e do pensamento críticos, da reflexão sobre o sentido das ações sociais e a abertura do campo histórico das transformações do existente”.


A professora conclui tal pensamento com uma frase impactante: “O laço que une esquerda e cultura é indissolúvel”, mas não poupa o partido de contundente crítica no que concerne à abordagem cultural interna do partido:


“Para a esquerda, a cultura é a capacidade de decifrar as formas da produção social da memória e do esquecimento, das experiências, das ideias e dos valores, da produção das obras de pensamento e das obras de arte e, sobretudo, é a esperança racional de que dessas experiências e ideias, desses valores e obras surja um sentido libertário, com força para orientar novas práticas sociais e políticas das quais possa nascer outra sociedade”.
“Diante disso, é paradoxal a constante dificuldade dos dirigentes petistas em relação à cultura. Via de regra, eles a concebem sob três aspectos: como saber de especialistas, como o campo das belas-artes e como instrumento de agitação política”.

Se você gostou da abordagem e quer saber mais, considere-se nosso convidado para o próximo encontro. Baixe o livro no banner abaixo:


---
Márcio Coelho - Secretário de Cultura do PT de Ribeirão Preto Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

Comentários