PT fez de Ribeirão vitrine cultural para o País

PT fez de Ribeirão vitrine cultural para o País

Nas duas ocasiões em que governou Ribeirão Preto, uma das maiores e mais importantes cidades brasileiras, o PT sempre inovou. Com seus programas e ações, a gestão petista na cidade foi muito mais além, acabando por se tornar uma vitrine para o Brasil, na medida em que formulou, testou e demonstrou, na prática, a eficácia de inúmeras iniciativas que seriam, em seguida, multiplicadas país afora, inclusive por prefeitos de outras agremiações.

Foram boas experiências na saúde, na educação, na questão da infância, no desenvolvimento e na cultura, entre outros setores, nos dois governos do então prefeito Antônio Palocci – que, assim, se credenciaria para se tornar o mais importante ministro do primeiro governo Lula. Foi também, particularmente, o que se deu na área cultural, e motivou minha convocação, por parte do então ministro Gilberto Gil, para que o ajudasse a implantar esse mesmo tipo de política vitoriosa no Brasil, a fim de multiplicar as oportunidades de acesso ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas, em especial àqueles que mais precisam, o que é uma marca no modo petista de governar. O poeta Waly Salomão, então secretário nacional do Livro e Leitura, e tantos outros vieram conhecer o Programa Ribeirão das Letras, até hoje reconhecido e celebrado por toda parte.

Afinal, durante a segunda gestão do PT em Ribeirão o índice de leitura na cidade saltou nada menos de 2 para 9,7 livros lidos por habitante/ano, maravilhando os olhos do Brasil, que passou a acreditar que esse sonho era possível. Esse foi o resultado direto da implantação de 80 bibliotecas em pouco mais de três anos, a criação da Feira Nacional do Livro (uma das quatro mais importantes do País) e o desenvolvimento de ações para fazer chegar o livro mais fácil e direto às mãos dos mais pobres e dos setores da população que mais necessitam deles – além do surgimento de novos escritores, a instituição da primeira Lei do Livro em uma cidade brasileira e, finalmente, a nova condição de Ribeirão como um centro de excelência e exportação de boas ideias nessa área.

Justamente de Ribeirão é que sairiam, pouco depois, as bases para a criação do inovador Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do MEC e Ministério da Cultura, que tive o privilégio de criar. O Programa Fome de Livro daria início à implantação de 1.700 bibliotecas em 1.300 cidades que ainda não tinham a sua. Mais tarde, guindado por essa boa experiência do governo petista em Ribeirão, assumi a presidência do Centro Regional de Fomento ao Livro e na América Latina (Cerlalc), organismo internacional vinculado à Unesco, justo para disseminar mundo afora o que o PT inventou, implantou e fez dar frutos, aqui e acolá.

Apesar dessa visibilidade internacional, não veio, contudo, somente desse segmento cultural os bons frutos colhidos. É daquele período, por exemplo, a instituição, pela primeira vez na história da cidade, da mobilização e articulação de uma inédita política pública de cultura, amplamente debatida com os vários setores culturais locais, tornando evidente a necessidade e a importância de democratizar a formulação e a execução das políticas setoriais. Entre os muitos resultados gerados na época, são comumente lembrados a construção dos centros culturais nos bairros (Campos Elíseos, Quintino, por exemplo), das sedes para as escolas de samba locais  (Embaixadores, Bambas, Tradição) e a reforma e restauro do Centro Cultural Palace. Também vem daí a criação de programas como o Ribeirão das Serestas, o Núcleo de Cinema, o Carnaval o Ano Todo e o Orquestra nos Bairros, o entre tantos outros.

Por essas e outras que Ribeirão Preto vivenciou, durante os dois governos do PT, um período de grande e poderosa efervescência cultural, que se traduziu, ainda, em participação política, democratização do acesso, cidadania cultural, preocupação com políticas estruturantes, formação dos agentes culturais. Como é de esperar em tempos de ciclos virtuosos, até mesmo o sempre combalido orçamento da cultura cresceu, e atraiu novos investimentos públicos e privados para a área. Além, naturalmente, de propiciar uma noção de pertencimento, autoestima e identidade cultural – algo fundamental para qualquer projeto de governo para que se tenha uma cidade mais justa, mais próspera e mais humana.

Na hora de fazer valer compromissos populares e cumprir aquilo que combina com a população mais necessitada é com o PT que o cidadão comum e historicamente excluído pode contar!

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