Galeno Amorim: Tanabata, mais um legado do PT

Galeno Amorim: Tanabata, mais um legado do PT

O Festival Tanabata, bonita festa da cultura japonesa em Ribeirão Preto que junta milhares de pessoas todos os anos no Morro de São Bento, está completando, em 2015, 21 anos. Charmosa e popular, é uma tradição e belíssima: Tanabata é a festa das estrelas, baseada numa lenda milenar do Japão, que narra a história da princesa Orihime e seu amado Kengyu, que se encontram uma única vez por ano, no mês de julho, que é quando acontece o evento, alçado à condição de um dos principais eventos do calendário cultural nipônico no Brasil.

A tradição – que, este ano, só foi confirmada em cima da hora e esteve ameaçada de não acontecer – é mais um legado dos governos do PT para Ribeirão Preto. A festa teve início na primeira gestão do prefeito petista Antônio Palocci, nos anos 1990, primeiramente no Centro da cidade para, então, transferir-se para o local onde ocorre até hoje, servido pelas estruturas da Casa da Cultura, Teatro Municipal e Teatro de Arena. No segundo governo petista, entre 2001 e 2004, quando era eu o secretário municipal de Cultura, o Tanabata se expandiu, se consolidou e fortaleceu a presença das artes e da cultura japonesa na programação, com a inclusão desde filmes do competente cinema japonês até uma variedade formidável de atividades de música, dança, teatro e artesanato, entre outros.

Ou seja, junto com a força da tradicional e adorável gastronomia nipônica, o Festival Tanabata se firmou, definitivamente, como a grande e autêntica festa da cultura do Japão, arquitetada, gerida e executada pela própria comunidade em Ribeirão Preto, capitaneada pela Associação Cultural Japonesa e Associação Nipo-Brasileira de Ribeirão Preto. Esse tipo de parceria, entre poder público e sociedade, que perdura até hoje, é um exemplo do entendimento sobre o papel do poder público em áreas como a cultura no modo petista de governar.

Quando o Partido dos Trabalhadores está no governo, os valores, os costumes, as tradições que constituem a cultura dos diferentes povos que constituem a sociedade brasileira e as nossas cidades são reconhecidos como um capital social fundamental não só para compreender a nossa história e realçar nossa percepção coletiva de pertencimento, mas, sobretudo, para, alicerçado nessa identidade cultural, criar as condições necessárias para projetar nosso próprio futuro.

Por isso, prefeitos e gestores petistas cuidam de preservar, resgatar e apoiar a continuidade das tradições culturais, como aconteceu com a cultura japonesa e as demais que estão no DNA de Ribeirão, como a italiana e a cultura negra, entre outras. No primeiro momento, no caso do Tanabata e outros projetos nascidos nas gestões do Partido dos Trabalhadores em Ribeirão, o Poder Público teve um papel fundamental de indutor. Mas, desde a primeira hora, tratou de estimular o protagonismo dos próprios grupos, destinando orçamento público, infraestrutura e o apoio de funcionários na programação, uma vez que se trata de ação de relevância nos calendários cultural e turístico do município.

 

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Galeno Amorim é jornalista e presidiu a Fundação Biblioteca Nacional e o Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc-Unesco). Atualmente, dirige o Observatório do Livro e da Leitura Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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