Feira do Livro, legado petista

Feira do Livro, legado petista

A Feira Nacional do Livro de Ribeirão toma novamente, por esses dias, os espaços públicos e o coração de toda a gente da cidade e região. Em seus 15 anos de existência, ela já arrastou milhões de pessoas para as praças públicas, parques, teatros, centros de cultura, bibliotecas e tantos outros lugares não convencionais de leitura – crianças, jovens, idosos, adultos em geral, visitantes, autores, livreiros e muitos que vieram a Ribeirão para conhecer e multiplicar essa experiência tão exitosa, que até hoje é uma das quatro ou cinco mais expressivas do Brasil.


A Feira do Livro de Ribeirão é, sem dúvida, um dos grandes legados das administrações do Partido dos Trabalhadores à cidade e ao País, já que, a partir dela, tantas outras surgiram e se consolidaram não só na região ou no interior de São Paulo como na maioria dos estados brasileiros.


A maneira como ela foi concebida e orquestrada, no início da segunda gestão do prefeito petista Antônio Palocci (quando era eu seu secretário da Cultura), é uma demonstração viva e eloquente do modo petista de governar.


Não por outra razão tem ela, desde sua origem, um caráter republicano, que contempla a participação e os olhares distintos de todos. Um dos motivos pelos quais ela ganhou força e consolidou entre os ribeirão-pretanos foi, sem dúvida, pelo fato de ter sido pensada e construída como uma política pública para o povo, o que transcende partidos, personalismos ou qualquer outro tipo de paixão que não seja o amor pelos livros. Isso faz parte, inegavelmente, da utopia petista de sociedade e cidadania.


Já em primeira edição, em 2001, a orientação era articular um evento que pudesse ter a participação de todos: pobres, ricos e remediados, e de quem pudesse comprar livros, mas também aos que não pudessem adquiri-lo. Foi aí que surgiu o cheque-livro, predecessor do atual cartão-livro, distribuído a professores, bibliotecas e alunos. Ainda que vender livros seja algo inerente nesse tipo de evento, houve, contudo, a preocupação de não se fazer algo absolutamente mercantil.


Daí que surgiu uma ação paralela tão ou mais importante do que a própria Feira do Livro: durante os quatro anos da gestão petista, a cada dia de Feira foi aberta uma nova biblioteca na cidade, em escolas, associações de bairro, museus, centros culturais, igrejas ou presídios, que resultou exatamente em 80 bibliotecas – prática, infelizmente, abandonada assim que o Partido dos Trabalhadores deixou o comando da cidade.


É importante destacar que a Feira do Livro de Ribeirão felizmente sobreviveu graças a uma estratégia arquitetada pela própria gestão petista da época, que estimulou a sociedade a se organizar em torno da Fundação Feira do Livro – com representantes de todos os segmentos sociais e mesmo ideológicos – para dar conta de continuar com o evento, após ter sido feito o necessário investimento inicial do Poder Público.


Importa igualmente refletir, agora que ela chega aos 15 anos de existência, que no DNA da Feira – e, certamente, assim foi mantido até os dias atuais – sempre esteve presente o debate das questões que afligem a sociedade, como o preconceito, a intolerância e os graves problemas sociais que persistem, em que pese a redução das desigualdades no Brasil de Lula.


Ela também deu certo por visão inclusiva. Ela nasceu incluindo na programação as lideranças comunitárias, os movimentos sociais e todos aqueles que, tradicionalmente, não têm voz.


Isso porque, no modo petista de ver o mundo e de governar, o acesso à cultura não pode ser coisa de uns poucos: tem que ser para todos! O Partido dos Trabalhadores tem muito mais para contribuir para a sociedade e, particularmente, para a cultura de Ribeirão Preto e do Brasil.

 

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