25 anos do modo petista de governar em Ribeirão

25 anos do modo petista de governar em Ribeirão

Na primeira administração do prefeito Antônio Palocci Filho, o Theatro Pedro II foi reinaugurado com um concerto da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e o Coral do Teatro Colón, de Buenos Aires

Ainda que o olhar mais imediato dos dirigentes petistas em Ribeirão esteja – como, afinal, tem mesmo que estar – voltado para 2016, em função do calendário eleitoral e as eleições municipais para vereadores e prefeito, não dá para deixar de pensar com carinho e atenção em 2017. E, tampouco, nas oportunidades que, certamente, surgirão nesse ano na vida dos petistas, históricos ou não, pensadores ou militantes da base.

É que em 2017 se comemorará os 25 anos da primeira vitória eleitoral do Partido dos Trabalhadores na cidade, que deu o pontapé inicial para um projeto inovador e transformador que marcaria época por aqui. A ocasião será mais do que oportuna para gerar estudos e novas reflexões, seja na academia ou no seio da militância, sobre as extraordinárias contribuições que o modo petista de governar produziu – tanto em Ribeirão como nas outras cidades brasileiras onde o partido venceu, sobretudo na década de 1990.

Esta será, com toda certeza, uma bela ocasião para mostrar e debater com a sociedade os avanços e progressos registrados em praticamente todos os campos da gestão pública na cidade, que andava – como, por sinal, encontra-se atualmente – cansada e desiludida diante de repetidos governos conservadores e populistas.

Já nos anos 1990, na primeira gestão do Partido dos Trabalhadores em Ribeirão, a cidade se encantaria com a administração petista, capitaneada por um jovem médico, Antônio Palocci, reconhecida, então, dentro e fora do País como uma gestão moderna e, ao mesmo tempo, humana e progressista. Os avanços em áreas da infância, educação, cultura, parcerias e desenvolvimento, entre outras, foram nítidos e fizeram de Ribeirão uma espécie de laboratório de políticas públicas e vitrine para outros prefeitos e vereadores, que faziam caravanas para visitar a cidade e levar para as suas as experiências vistas e aprendidas por aqui.

A participação popular – que merecerá um texto só para tratar dela – foi capítulo à parte, e até hoje segue lembrada e respeitada por todos, inclusive por opositores da época. Tudo que se construía – e olha que foi muito, e em todos os setores da administração – era, antes, amplamente debatido, articulado e resultado do consenso popular. O programa do Orçamento Participativo, por exemplo, deixou saudades na população, que sabe reconhecer e distinguir os avanços democráticos que seriam irremediavelmente perdidos com a saída do Partido dos Trabalhadores do governo municipal.

Foram, aqueles, tempos de autoestima em alta. Mas também de uma clara disposição de cada um ir à luta e fazer sua parte. Como também despertou o desejo de muita gente vir morar na cidade, por sua qualidade de vida e seu sentido humano e progressista, além de atrair novos investimentos. Todo mundo, enfim, queria ter algo com Ribeirão: alianças estratégicas, investimentos ou simplesmente beber nessa fonte rejuvenescida de cidadania. A esperança, a crença e a confiança, assim como a boa energia, todos esses ingredientes fundamentais para fazer qualquer sociedade avançar, estavam no ar e podiam ser facilmente percebidas.

Qual o legado do modo petista de governar para a cidade após suas duas gestões? Mas, principalmente, que novas contribuições podem e devem ser dadas, daqui pra frente, pelo Partido dos Trabalhadores à cidade, justo em um momento em que a política mudou, a sociedade se modificou e o fosso social continua a penalizar os que podem menos?

Talvez estejam aí, nesse caldo cultural que, certamente, será gerado com a aproximação das bodas de prata da primeira vitória petista na cidade, as respostas para a definição dos novos rumos, e do seu próprio futuro, do Partido dos Trabalhadores em Ribeirão.

Portanto, mãos à obra, petistas!

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