Recado das ruas para 2016

foto: reprodução Facebook

Recado das ruas para 2016

Nem jornais, articulistas de opinião e pseudos formadores de opinião acertaram sobre as perspectivas que a sociedade exige para o próximo ano; talvez se debruçarem sobre as vozes que ecoam das ruas poderiam entender o que nossa sociedade exige...

No último dia 16 de dezembro, milhares foram às ruas de nosso País no ato político de Luta contra o Impeachment e o Ajuste Fiscal e pela saída do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), milhares e milhares em diversos estados com unidade de movimentos sociais, centrais sindicais, estudantes e trabalhadores que exigiam a permanência da presidenta Dilma Rousseff, mas também mudanças na política econômica.

 

 

Essa foi a tônica que deu a linha nos atos em todo território nacional, a voz das ruas que parece fazer eco também no Planalto, que, dois dias após os atos, trocou o comando do Ministério da Fazenda, comandado por Levy, para as mãos de Nelson Barbosa, mas para surpresa de muitos a primeira fala do novo ministro parece não destoar de Levy.

 

O ministro fala em reforma da Previdência Social, possibilidade de flexibilização da CLT e demais ajustes que atacam direitos históricos da classe trabalhadora. Diante de tal conjuntura, a CUT, em parceria com o Vox Brasil, mostra que 90% dos brasileiros são contra mudanças na Previdência Social, dentre outras respostas sobre os caminhos para economia.

 

O Vox Brasil pesquisou, entre os dias 11 e 14 de dezembro, 2000 pessoas com mais de 16 anos, nas áreas urbanas e rurais de 153 municípios de todos os estados e do Distrito Federal.

 

A pesquisa demonstra a rejeição aos cortes nos programas sociais, onde 90,5% dos pesquisados são contra; ainda, para 65% dos entrevistados, o aumento da oferta de crédito ajudaria a fortalecer o mercado consumidor; e temos 82% favoráveis à redução de impostos sobre salários.

 

O aumento de impostos sobre os lucros e ganhos das empresas, para 49% dos pesquisados, ajudaria o País, e outros 47% acreditam que o ajuste fiscal proposto pelo governo atinge mais os trabalhadores.

 

E quase a totalidade demonstra que a taxa Selic é uma preocupação nacional, 83% dos trabalhadores acreditam que a redução da taxa de juros ajudaria o País. Para ter acesso a mais detalhes da pesquisa é só acessar o link da matéria aqui.

 

Estamos no caminho do término de 2015, podemos refletir que, no apagar das luzes de 2015, Cunha sai como derrotado moralmente perante a sociedade, Temer e o PMDB recuam de forma estratégica e Dilma ganha fôlego diante do aceno às mudanças que ecoam das ruas, como pudemos constatar nos atos do dia 16 e do fiasco dos saudosistas da Ditadura do dia 13.

 

Podemos perceber, após a pesquisa, que está bem claro o caminho que a sociedade exige e espera para 2016, bem diferente da política alinhada ao mercado e ao discurso conservador ortodoxo liberal. A sociedade, em acordo com movimentos sociais, centrais sindicais, exige e espera a retomada do crescimento, com geração de emprego e justa distribuição de renda.

 

O ano de 2016 tem tudo para ser diferente, mas depende única e exclusivamente da ousadia e do compromisso com as bandeiras e ideais que ajudaram a eleger Dilma. As ruas deixaram bem claro isso e a pesquisa só vem legitimar o que os movimentos e sindicalistas já dizem há tempos. Por isso, esperamos em 2016, com nenhum direito a menos, por uma nova política econômica e avançando em direitos de renda e trabalho.

 

Um feliz 2016 para todos e todas com muita luta e disposição para construir o País que sonhamos! Boas festas!

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Fábio Sardinha é professor de História e Diretor Estadual Apeoesp Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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