Por um partido de Trabalhadores

foto: divulgação/PT Nacional

Por um partido de Trabalhadores

Venho por meio deste artigo dialogar com amigos, militantes e todas as pessoas que acompanham nossa trajetória de luta desde o movimento estudantil, quando, desde cedo, colaboramos na construção de uma sociedade justa, fraterna e democrática, através do grêmio estudantil Olavo Bilac, do qual fui presidente na Escola Estadual Otoniel Mota. Já naquela época realizávamos grandes manifestações pelo passe livre estudantil, que hoje é uma realidade em nossa cidade.

 

Naquele período fui eleito presidente do Conselho Municipal de Juventude de Ribeirão Preto e tive a oportunidade de ser delegado na Conferência Nacional do Plano Nacional da Juventude e, mais tarde, nas Conferencias Municipal, Estadual e Nacional da Juventude.

 

Depois, ingressante na Faculdade de História, tive a honra de presidir o Diretório Acadêmico e ingressei nas fileiras da União da Juventude Socialista e, depois, no Partido Comunista do Brasil. No movimento estudantil universitário fizemos grande lutas pela reforma universitária, pelo Prouni, pelas políticas de cotas, contra os tubarões do ensino, pelo Plano Nacional de Educação, organizando diretórios acadêmicos. Já fazendo parte como dirigente regional da União Estadual dos Estudantes (UEE) e União Nacional dos Estudantes (UNE), fui candidato a vereador pelo PCdoB em duas oportunidades e uma a deputado estadual, sempre aumentando nossa atuação, sendo o segundo mais votado, na última eleição a vereador pelo partido, com mais de 1.800 votos para deputado estadual, ajudando a eleger para deputado federal Orlando Silva, que apoiamos.

 

Numa ordem cronológica, fui presidente do Grêmio Estudantil Olavo Bilac, no Otoniel Mota, presidente do Conselho Municipal de Juventude, presidente do Diretório Acadêmico de História e depois de Jornalismo, membro da Executiva Municipal do PCdoB, membro da direção estadual da União da Juventude Socialista (UJS), vice-regional UEE e, por fim, depois de formado e atuando como professor na rede pública do Estado de São Paulo, eleito conselheiro estadual da Apeoesp, onde hoje atuo em defesa da escola pública, democrática e de qualidade, e acabamos de sair da maior greve da história do Estado de São Paulo, depois de 92 dias parados.

 

Com um encerramento, no que considero um ciclo político em minha vida, no último dia 18 de julho de 2015, tornei-me oficialmente mais um militante do Partido dos Trabalhadores para somar a este projeto de País que se iniciou em 2002 com a vitória de Lula e permanece até os dias atuais com Dilma presidenta.

 

Alguns até me questionam por tomar essa decisão em um momento como esse, de crise, onde o governo federal está mais exposto a ataques por setores da oposição, mídia e judiciário, de forma até orquestrada em muitos casos e com muita rejeição por parte expressiva da população devido ao ajuste fiscal, desemprego e a inflação.

 

Mas, com muita tranquilidade, respondo que não tenho dúvidas por tomar essa decisão, neste momento, pois seria incoerente com minha história, onde no movimento estudantil e juventude tivemos maiores avanços justamente nesse governo, e venho para colaborar na construção dessa história que não se encerrou, pois ainda temos muitos avanços a conquistar pelo povo brasileiro, pelas reformas democráticas da comunicação, política, urbana e agrária, com ampla participação popular.

 

E não tenho dúvidas que é neste Governo que temos as condições para a continuidade desse ciclo de mudanças. Sua história demonstra isso, e com esse legado do passado, com a necessidade de transformação de nosso presente, é que me coloco à disposição para construir esse futuro junto com o Partido dos Trabalhadores.

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Fábio Sardinha é professor de História Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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