Desse jeito não vai

Desse jeito não vai

Tem coisa que a gente vê logo de cara que não vai dar certo! É exatamente isso o que ocorre com essa espeloteada ação de impeachment que estão pretendendo instalar contra a presidenta Dilma Rousseff.

 

Começa que o motivo escolhido pelos autores do requerimento, as “pedaladas fiscais”, pode ser uma irregularidade contábil, mas está longe de constituir um crime de responsabilidade que pudesse justificar o impedimento de um presidente da república.

 

Depois, os próprios autores do requerimento, em si mesmos, já são um problema: trata-se de um antigo jurista despeitado e dois outros professores de direito que se destacam muito mais pelo perfil autoritário do que por alguma representatividade jurídico-política.

 

Ajunta que o homem encarregado de analisar o processo de admissão do impeachment contra a presidenta, o deputado Eduardo Cunha, está enterrado até às raízes do cabelo em escândalos de corrupção política e contas ilegais no exterior.

 

Deve-se acrescentar ainda o fato de que os parlamentares da oposição, que insistem nessa aventura jurídica do impedimento, ou representam o chamado “baixo clero” do Congresso Nacional ou são considerados verdadeiros pitbulls pela notória falta de habilidade política.

 

Não se pode esquecer que o “representante” da classe trabalhadora nessa arriscada operação golpista é o deputado Paulinho da Força, notório dirigente sindical pelego que nunca representou eficazmente os trabalhadores, pois sempre foi o preferido dos patrões.

 

Complicando ainda mais, vê-se que a pretensa “base social” para o impeachment são aqueles desacreditados movimentos fascistas surgidos na internet, liderados por pessoas como o meninote Kim Kataguiri, que é uma piada enquanto pretenso líder popular.

 

Para arrematar de vez, o movimento pró-impeachment está sendo inflado artificialmente pelo que há de pior na mídia brasileira, ou seja, por veículos de comunicação e jornalistas reacionários cuja obsessão é apenas aniquilar a esquerda e os partidos populares no Brasil.

 

Pois é, tem coisa que a gente percebe rapidinho que não vai pra frente de jeito nenhum, nem com reza braba!

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Antônio Alberto Machado, membro do Ministério Público do Estado de São Paulo e professor livre docente do Curso de Direito da Unesp/Franca-SP. Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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