Contribuição do Presidente Nacional do PT, Rui Falcão, para o Seminário de Organização.

/ Por Agência Rede PT Ribeirão

Foto: Michel Filho / Agência O Globo

Contribuição do Presidente Nacional do PT, Rui Falcão, para o Seminário de Organização.

Seminário Nacional de Organização do PT foi realizado em São Paulo, dos dias 27 e 28 de agosto, e contou com a presença de 164 participantes que militam em 26 estados ocupando cargos de direção nacional, estadual e municipal. 

 

Foram discutidas propostas para melhorar o funcionamento e a organização do Partido, a síntese das propostas apresentadas pode ser lida aqui.

 

Veja abaixo a inserção do Presidente Nacional do PT, Rui Falcão que falou na abertura do Seminário.

 

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Tenho dito e repetido que é preciso mudar o PT para continuar mudando o Brasil. Também tenho insistido – e pode parecer óbvio – que a política comanda a organização. Ou seja: se é necessário, mais que nunca como agora, enfrentar a direita que “saiu do armário”, defender o nosso governo e o nosso projeto, impedir as tentativas de criminalizar PT e o Lula, e fazer avançar as reformas de que o Brasil necessita, o partido precisa estar organizado para dar conta destas tarefas.

 

Vamos combinar: como o PT funciona hoje, não está preparado para enfrentar estes desafios. Infelizmente, sequer para sair-se bem na disputa eleitoral do ano que vem, ainda que, nos últimos anos, o PT tenha se convertido numa eficiente máquina eleitoral.

 

Trata-se de um diagnóstico realista, que não pretende reforçar o clima de pessimismo e perplexidade que tomou conta de parte da militância. Mas de apontar para a necessidade de, já neste Seminário, tomar decisões que dê mais organicidade ao PT, que valorize nossas instâncias, que amplie o diálogo e participação da militância nas decisões coletivas, que reforce a unidade de ação, que areje nossa atuação, que espante a burocracia, que torne quotidiana a atuação político-partidária.

 

Como já disse em outras ocasiões, relembrando o nosso Manifesto de fundação, o PT não pode ser um partido que funcione apenas a cada dois anos, quando das eleições, ou que se mobilize somente quando da renovação das direções partidárias.

 

É hora de ir aos filiados, em vez de esperar que os filiados e simpatizantes venham a nós, das direções. Os ensaios de reocupação das ruas precisam estender-se, em ações quotidianas nas feiras, nos locais de trabalho, nas escolas e universidades, em articulação constante com as centrais, os movimentos sociais e as forças políticas que defendem a democracia e reformas populares.

 

Nesse sentido, é preciso, em cada Estado, em cada região, participar e incentivar a constituição de frentes de ação com partidos e entidades do movimento social, em torno de uma plataforma que contemple a defesa da democracia, combate à corrupção e realização de reformas, entre as quais a reforma política, através de uma Constituinte exclusiva, uma reforma tributária, e a democratização dos meios de comunicação.

 

Fortalecer os núcleos e diretórios, melhorar a comunicação, reforçar a formação política, orientar as Bancadas a agirem coletivamente e unidas na ação, bem como a se integrarem nas instâncias de deliberação partidária, estimular os setoriais a se integrarem mais à comunidade, combater o sectarismo e a burocratização – eis algumas diretrizes para uma ação renovadora na organização.

 

Finalmente, sou da opinião que devemos manter a diretriz de financiar as atividades do PT sem recorrer ao financiamento empresarial. Está claro que, embora legal até o momento, devemos lutar para que, no Senado, ele seja rejeitado. O financiamento empresarial, que sempre combatemos, mas que dele nos valemos como todos os partidos, consagra a força do poder econômico nas eleições. Introduz no partido práticas correntes contrárias aos nossos princípios éticos. Propicia a corrupção e o enriquecimento pessoal. E ainda possibilita manipulações, como as que se tenta agora, de transformar as doações legais para o PT em ilícitas.

 

Contra todas as adversidades, estou otimista com os resultados do Seminário. Como em outras ocasiões e em outras crises, a militância sempre foi capaz de vencer dificuldades e superar desafios.

 

À luta e à vitória!

Rui Falcão

Presidente nacional do PT

Veja aqui como foi o Seminário.

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