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MÁRCIO COELHO

MÁRCIO COELHO

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Márcio Coelho, filho de um carioca com uma campista, por vontade de sua mãe, nasceu em Campos dos Goitacazes (interior do Estado do Rio de Janeiro) e viveu até os vinte e cinco anos na cidade do Rio de Janeiro. Aos 13 anos, vencera o primeiro festival da Escola Municipal Goiás; aos quinze, foi pela primeira vez finalista do festival "O Jovem Diz o Samba", promovido pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, e foi convidado a participar do "Projeto Palco Sobre Rodas", ao lado de Clementina de Jesus, Xangô da Mangueira e do conjunto Exporta Samba. Aos dezessete anos, vencera o Festival do Colégio Pedro II e compreendera que seu destino estava traçado: seria cancionista. Cursou Comunicação Social, Filosofia, pra, finalmente, decidir-se por estudar música. Concluiu o curso de Licenciatura Plena em Música, na Universidade de Ribeirão Preto, cidade onde está radicado desde os 27 anos de idade.

Em 1989, fundou a banda "É Tudo Cena Dela", com a qual, neste mesmo ano, venceu o Festival Nossa Música, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, e passou a se apresentar ao lado de grandes nomes da MPB como Arrigo Barnabé, Lobão, Itamar Assumpção, Eliete Negreiros, Tom Zé, Jorge Mautner, dentre outros.

Como produtor cultural, atuou na Secretaria Municipal da Cultura de Ribeirão Preto onde produziu shows de Gilberto Gil, Paralamas do Sucesso, Rita Lee, Moraes Moreira, além de criar e apoiar projetos de resgate da música instrumental brasileira tais como o Projeto Café da Manhã (chorinho aos domingos de manhã no Museu do café), Banco do Brasil Musical, em parceira com a Tom Brasil, produtora de André Geraissati, dentre outros.

Tem 5 Cds gravados: "É Tudo cena Dela - Quem não Morreu Saiu pra Ver", "Tamarindos para Quem Quiser", “Eu Comigo Mesmo”, "Vida Colorida" e “Curuminzada”, os dois últimos dedicado ao público infantil.

Sobre o "Tamarindos", Luiz Tatit fez a seguinte avaliação:

"O disco de Márcio Coelho impressiona pela diversidade de estilos e de modos de dizer, todos eles ancorados numa espécie de drama irônico que vem do âmago da canção popular. Sua interpretação desabusada reforça o tom irreverente sem desfazer a verdade existencial protegida pela melodia."

Luiz Tatit também foi quem apresentou o trabalho infantil de Márcio Coelho:

“Ainda são raros os discos infantis que não "infantilizam" as canções.Felizmente, já faz alguns anos que essa produção melhora disco a disco. O trabalho de Márcio Coelho vem acelerar esse processo com um repertório que seduz ao mesmo tempo crianças e pais. Enquanto as letras se voltam para o universo infantil, explorando seu cotidiano de cores, nomes, bichos, sensações, partes do corpo, perguntas típicas e brincadeiras, as músicas (melodias e arranjos) viajam pelos gêneros que certamente farão a trilha sonora das fases de crescimento dos meninos e meninas. Das citações eruditas (Pelotinha de gente) ao ritmo rural (O boi caipira), as canções vão integrando o baião (O bicho homem), a marcha (Cinco sentidos), o acalanto, sem deixar de fora o blues (Eu quero saber), o rock (Bolha de sabão) e até menções ao funk (Dedinhos), ritmos também brasileiros por total assimilação.Estudioso da canção brasileira e comprometido há anos com projetos de educação musical, Márcio Coelho só poderia mesmo oferecer a seus ouvintes um trabalho que revela sabedoria e requinte. Sabedoria no trato do conteúdo infantil e requinte na originalidade da expressão musical.Salve!”

Em 2001, um conjunto de canções de sua autoria ("América Iorubá", "Eu Comigo Mesmo" e "Pequena Canção Iconoclasta - Meu Ídolo") lhe rendeu o Prêmio Nascente (categoria música popular), oferecido pela USP e pela Editora Abril.

Sob a orientação de Luiz Tatit, Márcio defendeu, em 2007, a tese de doutorado "O Arranjo como Elemento Orgânico Ligado à Canção Popular Brasileira - Uma Proposta de Análise Semiótica", na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP-SP, onde, em 2002, recebeu o título de mestre em lingüística - Área de concentração: semiótica, com a dissertação "Elementos para a Análise Semiótica do Arranjo na Canção Popular Brasileira".

Juntamente com a cantora e artista plástica Ana Favaretto - com quem trabalha há  20 anos -, além dos espetáculos acima mencionados, desenvolveu o Projeto Histórias Cantadas para o SESC de Ribeirão Preto e apresenta-se em espetáculos dedicados aos públicos infantil e adulto.

É autor da ópera coral popular “O Boi Caipira”, apresentada pelo grupo vocal “Bossa Nossa”, com o qual trabalhou por mais de dez anos, na qualidade de guitarrista e compositor, e teve a oportunidade de realizar duas pequenas turnês internacionais: Grécia e Itália. Neste último país, em 1998, também se apresentou, juntamente com a banda “É Tudo cena Dela”, nas cidades de Roma, Lugo, Budrio e Sezze. Márcio Coelho escreve artigos musicais para a revista "O III Berro", tem vários artigos publicados em periódicos e sítios eletrônicos especializados (www.expresso2222.com.br, www.sejaetico.com.br, www.pensemusica.com.br, entre outros). É co-autor dos livros "Semiótica: objetos e práticas" (Ed. CONTEXTO) e “Alfabetização Sonora” (SME de Ribeirão Preto) e assessor ad hoc dos “Cadernos de Semiótica Aplicada – CASA” e da revista “Estudos Semióticos”, além de ministrar aulas no programa de pós-graduação do Centro Universitário Barão de Mauá.

Juntamente com Ana Favaretto, é membro do Movimento da Canção Infantil Latino-americana e Caribenha; foi idealizador e curador do “Encontro Internacional da Canção para Crianças”, realizado no SESC Pompéia e no SESC Ribeirão Preto; e é proprietário da É Tudo Cena Dela Produções de Áudio.

Márcio Coelho é o secretário Setorial de Cultura do Diretório Municipal do PT de Ribeirão.


Membros da Secretaria

ALEXANDRE MIRANDA DE OLIVEIRA

ANA MARIA FAVARETTO

ANTONIO CERVEIRA DE MOURA

ELCI BIRCHES LOPES

FERNANDO LUIZ DEZERTO

GALENO DE AMORIM JUNIOR

MARCEL RODRIGO ESTEVES

MARCOS VINICIUS SANTOS DE CARVALHO TERRA

PAULO AFONSO MARQUES DE ALMEIDA

SIDNEI LUIZ MENESES ROSA