Museu Nacional do Rio: Não foi acidente!

/ Por Agência Rede PT Ribeirão

Foto: Reprodução

Museu Nacional do Rio: Não foi acidente!

A Secretaria de Cultura do Partido do Trabalhadores de Ribeirão Preto manifesta a indignação e a tristeza da população trabalhadora ribeirão-pretana diante da total destruição do Museu Nacional do Rio de Janeiro, a mais antiga instituição científica do Brasil, fundado por D. João VI, há 200 anos, e repudia com veemência o tratamento que tem sido dispensado às instituições culturais brasileiras, haja vista os incêndios do Museu da Língua Portuguesa e do Memorial da América Latina, além do fechamento do Parque Nacional da Serra da Capivara, dentre muitos outros exemplos.

Assista ao vídeo:

O governo usurpador mostrou suas garras contra a cultura e a classe artística brasileira ao tentar acabar com o Ministério da Cultura, ao alvorecer do golpe de 2016. A classe artística se organizou, ocupou espaços culturais e reverteu a situação.

 

A mídia golpista busca incutir na população que o MinC não passa de um balcão de negócios da Lei Rouanet. É bom que fique claro que o dinheiro desta lei é conseguido a partir de renúncias fiscais e que nada tem a ver com o dinheiro que deveria ser repassado à Universidade Federal do Rio de Janeiro para manutenção do Museu. O que aconteceu no Rio foi puro descaso e desrespeito com a História do Brasil.

 

Além do mais, o Museu Nacional do Rio não era apenas um espaço de entretenimento, que fazia parte da Quinta da Boa Vista, onde também fica o Jardim Zoológico do Rio. Era uma instituição científica que abrigava pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação ‘de história, antropologia, arqueologia, biologia, com destaque para o Departamento de Entomologia cuja coleção de insetos, com aproximadamente cinco milhões de exemplares, era uma das maiores e mais importantes da América-latina.

 

Nunca mais a população brasileira poderá ver Luzia, o fóssil mais antigo das américas. Veja o que Fernando Horta escreveu sobre esse assunto:

“Luzia causava um tremendo problema para muitos. Pela sua existência, contrariava centenas de homens e suas teorias. Tentavam desdizer Luzia o tempo todo, mas, mesmo em seu silêncio, ela era eloquente. A “primeira mulher brasileira” era o fóssil mais antigo das américas. Um fóssil de Homo Sapiens que questionava as teorias da chegada do homem pelo hemisfério norte. Luzia tinha traços negros e de populações australianas.
Morreu há 12 mil e 13 mil anos atrás. As datas não batiam com as teorias da chegada pelo Estreito de Behring. Luzia mostrava que existia uma outra rota. Que talvez o umbigo do mundo não fosse o Norte.
Luzia foi descoberta em 1970 no município de Lagoa Santa, próximo a Belo Horizonte. Morreu tendo entre 20 e 24 anos.
Luzia, como ciência, estava renascida.
Apontava para um caminho diferente dos homens do Norte. Era um farol para a História da América. Em especial a da América Latina.
Luzia sobreviveu 13000 anos na natureza. Sobreviveu pouco mais de 200 anos de capitalismo, mas não suportou sequer dois anos do neoliberalismo de Michel Temer.
Michel Temer deve responder por crime contra o Patrimônio Histórico cultural brasileiro.

O descaso do governo golpista é facilmente aferível, quando verificamos que, em 2013, o Museu Nacional recebeu R$ 980.000,00 do Governo Federal contra R$ 98.115,00 liberados até agosto de 2018.

 

Sabemos que os governos do PT são os que mais deram e dão atenção à cultura, isso porque o Partido dos Trabalhadores está certo de que um país que não investe em cultura e produção de saber está fadado à subserviência.

 

Jamais trataremos com negligência esse importante instrumento de identidade e de luta do povo trabalhador, pois, alguém já disse, onde não há atividades culturais a violência se torna espetacular.

---
Márcio Coelho, secretário de Cultura do PT de Ribeirão Preto Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

Comentários

Ainda não há comentários nesta notícia. Seja o primeiro!