Tal pai, tal filho

/ Por Agência Rede PT Ribeirão

Foto e vídeo: Open Produções / Paulo Honório

Tal pai, tal filho

Jorge Marcos Souza fala de sua carreira e da pré-candidatura de seu filho

O pré-candidato a deputado federal da Macrorregião de Ribeirão Preto pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Jorge Roque tem formação e consciência política que vêm de berço. Filho do advogado Jorge Marcos Souza, duas vezes presidente da Ordem dos Advogados de Ribeirão Preto (OAB-RP), dispõe de motivos de sobra para mostrar suas habilidades tanto profissionais – também advogado e sociólogo – quanto éticas, morais e humanitárias. Os dois têm algo em comum, além dos laços de sangue: a luta por uma sociedade justa e igualitária!

 

Jorge Marcos Souza é formado em direito desde 1978 pela Unaerp, mas passou a atuar politicamente na adolescência, logo aos 17 anos. Tomou parte do Comitê pela Anistia e participou do Movimento contra a Carestia, isto em 1970, um ano após a decretação do AI-5. Junto com mais quatro amigos aventuraram-se a imprimiram um jornal contra a ditadura militar. Não passaram da primeira edição, com direito aos cinco de serem chamados à delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos.

 

A militância de esquerda começou pelo MR-8, uma organização política que combatia a presença dos militares no poder e as suas consequências nefastas aos direitos de expressão e políticos. Logo em seguida, Jorge Marcos Souza ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sua atuação sindical esteve quase sempre voltada aos trabalhadores rurais, embora também tenha participado de sindicatos diversos, como dos radialistas, enfermeiros e, por fim o dos metalúrgicos.

 

“Estávamos em 20 cidades diferentes naquela época e posso afirmar que participei de todas as greves deflagradas pela categoria, de 1978 a 1984”, relembra.

Mas foi entre os trabalhadores rurais que sua vida profissional e política ganhou intensidade, dada às condições precárias de trabalho dos camponeses e da falta de fiscalização trabalhistas e dos abusos cometidos contra quem sofria para retirar da lida da terra o sustento de suas famílias. Um trabalho análogo ao da escravidão. Foi ele quem fundou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Serrana, nos idos de 1984. As greves eram constantes, como as de Pontal, Serrana, Guará, São Joaquim da Barra e Guariba.

 

Em São Joaquim ocorreu um fato inusitado e que marcou sua vida e carreira. Ao final de uma paralisação, ao lado do ex-prefeito e ex-deputado estadual por Sertãozinho, Waldir Trigo, ambos tiveram suas mãos beijadas por centenas de trabalhadores rurais, que formavam filas para reverenciá-los pelas conquistas. “Me senti constrangido, pois estava ali para fazer o que precisava ser feito, não por vaidade, mas foi a forma que eles encontraram de agradecer”, diz.

 

Em 1986, em uma dobradinha com o ex-deputado e jornalista Luciano Lepera (o deputado dos grevistas), cassado pela ditadura militar, Jorge Marcos arriscou a postular uma vaga à Câmara Federal. Lepera iria tentar o retorno à Assembleia Legislativa. Não conseguiram. Mesmo assim valeu pela experiência. “Não havia dinheiro para fazer campanha e eu que não iria pedir ajuda. Fomos com a cara, coragem... e propostas”, explica.

 

Mais tarde deixou o PCB para ingressar no Partido dos Trabalhadores - “Sempre estive no PT nos momentos difíceis, quando a agremiação estava por baixo”, sem tirar nenhum tipo de proveito, mesmo quando a agremiação governava a cidade -, recorda.

 

Em 2001, tornou-se presidente da Associação dos advogados. Em 2003 elegeu-se presidente da OAB-RP para o seu primeiro mandato, de três anos. Foi reeleito em 2006 e permaneceu no cargo até 2009. “A principal causa nesses seis anos, em dois mandatos consecutivos, foi a defesa dos direitos humanos. Outro trabalho que considero fundamental foi levar a Justiça Trabalhista para a região do Fórum Estadual e ajudar a formar ali a Cidade Judiciária, que reúne as justiças Federal, Estadual e Trabalhista, o que veio facilitar a vida da população e a dos advogados, pois tudo ficou reunido em um só lugar”, diz ele, sem se esquecer que a prefeitura cedeu o terreno e a Caixa Econômica Federal (CEF) concedeu o empréstimos para as obras.

 

Jorge Marcos Souza luta por um país onde o governo proporcione oportunidades iguais de ensino e saúde a todas as pessoas, sem distinção. “O ensino precisa ser público e garantir o acesso à escola, para que o pobre tenha as mesmas oportunidades que os ricos”, raciocina.

 

Envolvido na pré-campanha de seu filho, Jorge Roque, a deputado federal, Jorge Marcos Souza destaca que ‘Jorginho’ tem muito caráter, é uma pessoa justa, muito bem preparada intelectualmente e já com grandes conquistas para os trabalhadores como advogado do Sindicato dos Metalúrgicos de Serãozinho. “Ele tem o perfil perfeito para a nossa região”, finaliza.

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