Roda de Diálogos com Fernando Haddad

/ Por Agência Rede PT Ribeirão

Foto: Filipe Peres

Roda de Diálogos com Fernando Haddad

Ex-ministro da Educação diz acreditar que Lula será o candidato do PT na disputa de 2018

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), esteve na sede  do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores. Sentindo-se em casa, o prefeito tranquilão abordou temas relevantes sobre a conjuntura política.

 

Confira no vídeo abaixo:

vídeo: Open Produções

 

Com a experiência de quem foi Ministro da Educação no governo Lula, Haddad contextualizou o desmonte de toda a educação dentro dos vários ataques contra os trabalhadores em suas várias formas: "ataque aos direitos trabalhistas, ataque aos direitos previdenciários [...], o ataque à Constituição, o ataque à democracia. Nós estamos vivendo um cerco, por isso nós estamos reagindo", afirmou.

 

Para o ex-Ministro da Educação, a elite governa para, somente, 1%: "Eu só vejo 1% feliz, tanto é que o Temer tem 3%, que é o 1% mais 2 que ainda não perceberam a fria que nós estamos", frisou.

 

Um ponto importante de sua fala foi quando mencionou a renúncia fiscal de 1 trilhão de reais realizada pelo governo Temer nos leilões do pré-sal; valor este maior do que a própria quantia recebida pelos golpistas. Inclusive, sobre a entrega da camada pré-sal aos estrangeiros, Fernando levantou a suspeita de participação externa no golpe: "É muito difícil não imaginar que tenha havido alguma ação para prejudicar o Brasil, que estava em seu melhor momento... 2010, 2011. Uma coisa extraordinária, no exterior, o prestígio do Brasil, inclusive diplomático", afirmou.

 

No final, Fernando Haddad comparou as políticas externas, o papel que o país exercia antes do golpe, de respeito e destaque, com o papel subalterno, entreguista e covarde de Temer. Para terminar, finalizou com esperança: "O povo vai botar um freio em tudo isso".

 

Antes de ir para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Haddad concedeu entrevista exclusiva ao jornal A Cidade.

 

Confira abaixo:

Fernando Haddad visita Ribeirão Preto, fala de Palocci e critica gestão de João Doria

Ex-ministro da Educação diz acreditar que Lula será o candidato do PT na disputa de 2018

 

O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), esteve em Ribeirão Preto na terça-feira (31), participando de um evento na USP (Universidade de São Paulo) e de uma roda de conversa na sede do Partido dos Trabalhadores.

 

Em entrevista exclusiva ao A Cidade, Haddad disse acreditar na participação do ex-presidente Lula na disputa presidencial de 2018, lançou o ex-prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, candidato a governador, criticou o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) e preferiu “não julgar” o ex-ministro Antonio Palocci. Confira a entrevista:

 

Como o senhor avalia o cenário político atual?

Acho que as caravanas estão demonstrando o vigor do PT, uma capacidade enorme do presidente Lula em mobilizar o povo. Ele está discutindo coisas delicadas, expondo a vida pessoal. Ele não se recusa a conversar sobre nada. Mas está falando sobre o Brasil, sobre a necessidade de retomar o desenvolvimento do País. Em São Paulo, o Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, será o candidato a governador. Trata-se de um prefeito muito bem avaliado. A hora que ele mostrar o que ele fez por São Bernardo vai empolgar o eleitor.

 

O senhor leva em conta a chance de ser candidato a presidente em caso de impedimento de Lula?

Não trabalho com isso porque não há hipótese do Lula ser impedido de ser candidato na nossa visão. Primeiro de tudo porque ele é inocente. Segundo, porque o calendário eleitoral já está em cima. O Lula é o nosso candidato a presidente.

 

Qual foi o impacto para a direção do PT a mudança de lado do ex-ministro Antonio Palocci Filho?

Foi uma tristeza ver o Palocci agir desta maneira. Eu acho também que se trata de uma fala que nem homologada foi. Sinal que deve ter uma fragilidade em tudo o que foi dito. Às vezes a pessoa se desespera também. A pessoa quer sair da situação. Não é brincadeira a pessoa perder tudo o que tinha. Perdeu prestígio, perdeu recurso, perdeu a família. Então é uma situação de desespero, por isso prefiro não julgar.

 

Como o senhor avalia a situação do prefeito João Doria em São Paulo?

Ele está demonstrando para que veio. Cortou o passe livre dos estudantes, cortou o leve-leite das crianças, recentemente queria trocar a merenda por uma espécie de ração humana, alegando que o pobre não tem hábito alimentar. Essas coisas vão fazendo as pessoas entenderem que a eleição 2016 foi um susto. Foi eleita uma pessoa que não tem visão social dos problemas do Brasil. E não é culpa dele. É que ele tem uma vida diferente da do povo brasileiro. Ele tem outros hábitos, outros costumes e efetivamente não conhece a vida do povo e acaba negligenciando alguns aspectos importantes. 

ACidadeON/Ribeirao Marcelo Fontes

 

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Roda de Diálogos com Fernando Haddad | 31-10-2017
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