Rede PT Ribeirão abre espaço para militantes contarem suas histórias

/ Por Agência Rede PT Ribeirão

fotos: Arquivo/pessoal

Rede PT Ribeirão abre espaço para militantes contarem suas histórias

Alexandre Miranda de Oliveira, o Snoop, é o primeiro personagem que é retratado em perfil de sua trajetória no Partido e na comunidade

A Rede PT Ribeirão abre um espaço importante para que seus militantes contem suas histórias relacionadas ao Partido. É um resgate da memória partidária, com perfis de personagens importantes que fizeram a história do PT ribeirão-pretano desde o início dos anos 1980 e que continuam na luta diária por dias melhores para a comunidade local. O primeiro personagem desse espaço é Alexandre Miranda de Oliveira, ou simplesmente Snoop.

 

Aos 40 anos, Snoop, que nasceu em Santos, mas desde julho de 1999 está em Ribeirão Preto, trabalhando e desenvolvendo projetos de danças de rua com crianças e adolescentes, adultos, pessoas da melhor idade e com deficiências múltiplas, é um personagem ativo na comunidade. Também é um provável pré-candidato do PT a vereador na eleição de outubro.

 

Ao ler o perfil de Snoop, o militante e simpatizante petista conhecerá a história desse personagem, suas conquistas, seus desafios, seus sonhos, suas realizações. E é com esse espírito que o espaço abordará outros importantes personagens do PT de Ribeirão Preto, que ajudaram a construir a história partidária e do próprio município.

 

Snoop: das danças urbanas aos projetos sociais de inclusão social

Alexandre Miranda de Oliveira está em Ribeirão Preto desde 1999 e desenvolve múltiplas atividades com a dança, formando cidadãos; ele é um dos prováveis pré-candidatos do PT a vereador em outubro

 

Alexandre Miranda de Oliveira, o Snoop, de 40 anos, nasceu em Santos, mas, desde julho de 1999 está em Ribeirão Preto trabalhando e desenvolvendo projetos de danças de rua com crianças e adolescentes, adultos, pessoas da melhor idade e com deficiências múltiplas. Um trabalho que rendeu prêmios e reconhecimento e que se tornou importante pelo trabalho social e de inclusão de pessoas da periferia por meio da arte da dança. Snoop, como é conhecido, é um dos possíveis futuros candidatos do PT a vereador na eleição deste ano.

Snoop começou a dançar quando tinha 15 anos e passou a participar de festivais, seriamente, em 1993, em Santos. Já participava de projeto com jovens e em 1995 passou a ingressar no grupo nacionalmente aclamado “Dança de Rua do Brasil”. Neste elenco, começou a ficar famoso, participando de programas de televisão (Xuxa, com quem participou de um filme, Faustão, Ratinho e Leão Livre).

Em 1998, ele participou do Dança Ribeirão e, ali, surgiu o convite para que um dos integrantes do grupo santista viesse ao município para participar de programas sociais. Então, em julho de 1999, Snoop começou a atuar em Ribeirão Preto, inicialmente nas quadras de escolas de samba e também na atual Fundação Casa (antiga Febem). Foi no Studio Carla Petroni que começou a surgir o grupo pelo qual mais à frente iria divulgar e elevar cada vez mais a modalidade dança de rua, assim denominada na época.

Snoop criou o grupo Dança de Rua de Ribeirão Preto, que, posteriormente, teve o nome alterado para Cia. De Dança Alexandre Snoop, que desenvolve trabalhos em várias vertentes. “Usei o mecanismo da dança para formar o cidadão”, revela Snoop. Dessa forma, trabalhou com crianças e adolescentes da periferia e, também, com pessoas com deficiência física, mental, auditiva, visual, múltiplas, e, mais recentemente, pessoas com transtorno espectro autismo.

Sua companhia de dança conquistou vários títulos no Brasil e no exterior (Argentina e Paraguai), sendo finalista da segunda temporada do programa Qual é o seu Talento, do SBT, além de duas participações no Se Vira nos 30, do Faustão (TV Globo). O grupo também participou do tradicional Festival de Dança de Joinville, vencendo três vezes (2001, 2003 e 2005). Por seu trabalho e performance, Snoop foi nomeado jurado do evento de Santa Catarina desde 2008, também ministrando workshops lá até os dias atuais.

Snoop ministra palestras sobre arte-educadores e forma cidadãos através dessa, capacitando outras pessoas nessas áreas, como em Viçosa (MG), onde, a cada três meses, faz capacitação pedagógica com um grupo profissional de dança urbana. Snoop é estudante de pedagogia e espera, em até um ano e meio, concluir a graduação, o que não foi possível ainda devido ao intenso número de viagens em função de suas atividades profissionais na dança. Ainda assim, mesmo sem o diploma em mãos, ministra aulas teóricas e práticas em universidades, como recentemente na Universidade de Caxias do Sul (RS), ministrando aulas de residência artística de danças urbanas.

Alexandre Snoop tem atuado como jurado em concursos, como na TV Xuxa (em 2012), e atuado com dança no programa Criança Esperança (durante cinco anos, desenvolvendo danças para Sandy e Junior, Daniela Mercury, entre outros artistas). Desenvolve atualmente a Fábrica de Conhecimento, um projeto de incentivo à cultura, através do Instituto NHL, de Campinas, com atuações em Cravinhos, Luís Antônio e São Simão. E há 17 anos desenvolve oficinas de dança para pessoas com necessidades especiais da Apae de Ribeirão Preto, assim como para o Centro Ann Sullivan (espetáculo programado para 7 de setembro, no projeto Amigos da Casa). Entre 26 de março e 1º de abril, no Centro de Convenções do Iguatemi, Snoop participará do evento Te Abraço, desenvolvido com crianças e adolescentes com autismo.

A trajetória de Snoop vai virar o livro Dança é Arte, Dança é Paixão, escrito por seu irmão, André Miranda, que será lançado em junho, durante a Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto.

Com atividades intensas desde 1999 em Ribeirão Preto, Alexandre Snoop deverá ser um dos candidatos do PT a vereador. “Luto por direitos, quebrando paradigmas, trabalhando com deficiências múltiplas de pessoas que se veem excluídas, mas sou daquelas pessoas que acreditam que uma pessoa faz a diferença”, afirma Snoop. “Já fiz muita diferença e fiquei feliz, e se pude fazer sem ter nada, como vereador eu poderei fazer muito mais”, acrescenta Snoop.

Com a vasta experiência profissional, Snoop faz uma observação: “Na verdade quem é deficiente somos todos nós; enquanto alguns têm uma determinada deficiência, nós temos várias, dentre elas a inveja, a falsidade e por aí vai. E outra questão, quando falamos em inclusão social: ela não só abrange as pessoas com deficiências, vai além, como as pessoas de classe baixa, os negros, entre outros.  Infelizmente há uma determinada propaganda que fala ‘Educação para todos’, e aí eu digo: para todos quem? Realmente é uma hipocrisia!”

 

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