Pedrinho impressiona-se com educação e segurança em Cuba

/ Por Agência Rede PT Ribeirão

fotos: reprodução/Facebook

Pedrinho impressiona-se com educação e segurança em Cuba

...“Em Cuba existe uma sociedade igualitária, a inclusão do deficiente no mercado de trabalho já ocorre naturalmente e nos casos severos há o apoio do estado, como ocorre para qualquer outro cidadão”, explica Pedrinho"...

O petista Pedro Jesus Sampaio, o Pedrinho, esteve 12 dias em Cuba, em novembro, conhecendo e trocando experiências sindicais na ilha de Fidel Castro, e ficou impressionado com a educação, a saúde e a segurança existentes lá. “Fiquei impressionado com uma sociedade estável: simples, mas igualitária e com democracia racial”, destaca Pedrinho. Ele esteve em Havana e em Varadero, num grupo formado ainda por outros 17 sindicalistas brasileiros, de várias categorias, que representaram a Federação dos Trabalhadores Químicos do Estado de São Paulo num convênio de troca de experiências sindicais.

 

Militante e filiado desde a criação do PT, ex-presidente do Diretório Municipal, entre 2007 e 2013, o atual presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Fabricação do Álcool, Químicas e Farmacêuticas de Ribeirão Preto, conheceu o funcionamento das atividades sindicais em Cuba. “Lá não tem política antissindical dos patrões”, cita ele, depois das visitas a fábricas cubanas, refletindo o que presenciou.

 

Pedrinho enfatiza que, em Cuba, 70% da economia estão na mão do estado, que é o gestor, e 30% com pequenas empresas, individuais ou empresas estrangeiras que se instalam. Poucas de economia mista ainda existem. Nas empresas estatais, 70% dos trabalhadores são sindicalizados. Cabem aos sindicalistas convencerem os demais sobre a importância das filiações. Na estatal, o governo nomeia um gerente e os trabalhadores escolhem um delegado sindical para negociar. As assembleias são feitas mensalmente, para análises e prestações de contas, assim como nas fábricas, e o gerente do governo e o delegado sindical podem até ser demitidos.

 

Nas fábricas, cada grupo de 10 trabalhadores tem que ter, no mínimo, um sindicalista eleito (de base).  Os acordos coletivos são feitos por categoria. Os dirigentes sindicais da ilha caribenha têm que se qualificar na área, não ser um mero ocupante do cargo. Na fábrica, o sindicalista ganha seu salario regularmente; se for delegado sindical em estatal, recebe pelo sindicato.

 

Pedrinho cita que a mensalidade sindical é a única fonte de renda e o trabalhador é livre para se filiar ou não. A contribuição nas fábricas é feita diretamente ao sindicalista, e não descontada em folha de pagamento, como ocorre no Brasil, por exemplo. “Existe um vínculo forte entre sindicato e trabalhador”, afirma Pedrinho.

 

Sociedade cubana

 

“Em Cuba existe uma sociedade igualitária, a inclusão do deficiente no mercado de trabalho já ocorre naturalmente e nos casos severos há o apoio do estado, como ocorre para qualquer outro cidadão”, explica Pedrinho.

 

O tradutor dos sindicalistas brasileiros não entendeu o que é cota racial, como existe no Brasil, pois os cubanos já nasceram na geração pós-revolução de Fidel Castro, ocorrida nos anos 1950, e a própria população é miscigenada.

 

Educação e segurança

 

A população cubana é toda alfabetizada, até individualmente, em casa, se for o caso. Todo jovem estuda até o colegial e com curso técnico de qualificação. As pessoas têm um mínimo para viver. “O grau de igualdade tem efeito colateral muito positivo”, comenta Pedrinho, que ficou hospedado numa colônia afastada do centro de Havana, numa área pobre, de conjuntos habitacionais, mas que permite caminhadas à noite, sem preocupação. “Não cruzei com policiais armados nem ostensivos, não tem assalto, a criminalidade é zero”, diz Pedrinho.

 

Os cubanos vivem um período austero, com o embargo econômico infringido pelos Estados Unidos desde a revolução cubana, que, aos poucos, começa a se abrandar. “Existe igualdade na pobreza, sem luxo, sem desperdício”, cita Pedrinho. “Para 70% do povo brasileiro aquilo seria normal.”

 

“Em Cuba, o esforço é individual e o mérito é coletivo, enquanto aqui é o contrário; ou seja, é um modelo utópico para aplicar no Brasil”, destaca Pedrinho.

 

Gente qualificada

 

Cuba exporta a sua mão de obra qualificada, como os médicos excedentes que atuam no programa Mais Médicos, do governo federal do Brasil, que atuam em áreas isoladas e/ou afastadas, onde os profissionais brasileiros não chegam ou se recusam a trabalhar. Os médicos cubanos são contratados pelo governo, recebem uma parte e outra é destinada aos investimentos na educação interna, formando novos profissionais na ilha caribenha. O turismo também é outra fonte de renda em Cuba.

 

Os jovens cubanos também já têm smartphones, TV a cabo, seus programas locais de TV e usam a internet, acessando com o uso de uma “tarjeta”, pré-paga, para acessar os serviços, além do próprio uso de rede wi-fi de estabelecimentos comerciais. “A informação circula e o estrangeiro tem livre movimentação”, comenta Pedrinho, que não visitou prédios históricos. “Preferi viver a história do momento.”

 

Os salários são baixos, mas existe o alto grau de segurança pública, sem violência. O que choca, segundo Pedrinho, é que Cuba “parece um país em reforma”, com seus prédios ainda antigos. Mas a compensação vem pelo povo amigável, e que espera o fim do embargo econômico norte-americano. “Cuba tem uma sociedade simples, mas em transformação.”

Pedrinho impressiona-se com educação e segurança em Cuba
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