Perspectivas econômicas pioram com governo golpista

/ Por Agência Rede PT Ribeirão

Foto: Lula Marques / AGPT

Perspectivas econômicas pioram com governo golpista

Mercado apresenta previsões cada vez piores para o PIB brasileiro e estratégia golpista para a economia parece ter afundado as perspectivas de recuperação econômica

governo golpista de Michel Temer ( PMDB) não entregou o que prometeu e a economia não deslancha, indicam números do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. Apesar de aplaudida pelo “mercado”, a estratégia do golpista e de sua equipe econômica só faz piorar as perspectivas econômicas do país.

 

O boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, com expectativas de 120 bancos e instituições para os principais indicadores econômicos.

 

Na última segunda-feira (14), o boletim apontou queda de 3, 37% no PIB para o ano que vem, uma piora em relação à perspectiva de queda de 3,31% da semana passada. Foram seis quedas consecutivas desse indicador. Outro indicador que piorou foi a perspectiva para produção industrial, que caiu de – 6% para -6,06%.

 

A explicação é de que Temer e seu ministro da Fazenda Henrique Meirelles acreditaram em uma espécie de “ato de fé” econômico. A teoria era de que anunciando um projeto de austeridade como a PEC 55 (que tramitou na Câmara como PEC 241), dentre outros cortes orçamentários, a confiança dos empresários seria retomada, os investimentos voltariam e a economia cresceria.  

 

A proposta de Temer é de um ajuste a longo prazo (a PEC 55, que impõe um teto rígido na Constituição para os gastos públicos por 20 anos), reduzindo o papel do Estado na economia.

 

“Não bastou. Para que o empresário volte a investir, é necessária uma perspectiva de demanda e de rentabilidade”, afirma o economista Guilherme Melo, da Fundação Perseu Abramo. Só que a demanda na economia brasileira desapareceu.

 

“(A estratégia de Temer) foi um ato de pura fé”, diz ele.

 

Apesar de ter expandido o déficit público, Temer não aumentou os investimentos do setor público e nem baixou os juros, que seriam possíveis motores. Com o aumento do desemprego, o consumo das famílias e o investimento privado, outras duas possíveis fontes de demanda, também caíram. As concessões também não deslancharam. E o setor externo (exportações) que era um fator de otimismo no início do ano, voltou a apresentar queda com a recente valorização do real.

 

“Não tem demanda, e o empresário não vai investir só porque gosta do governo”, afirmou. “O investimento público está ideologicamente bloqueado porque o atual governo não quer que o Estado esteja à frente do processo de investimento”. É a ideia do Estado mínimo, que está minando a possibilidade de retomada.  

 

A única coisa que parece melhorar é a inflação, em perspectiva de queda. Isso ocorre pela demanda completamente inexistente. Mesmo assim, o governo não promove uma queda expressiva na taxa de juros. O que ajudaria a estimular a demanda (com crédito mais barato no mercado; além disso, a queda dos juros estimula investimentos no setor real da economia e menos investimentos em produtos financeiros).

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