Não teremos apenas quatro anos ruins, mas décadas, diz Krugman sobre Trump

/ Por Agência Rede PT Ribeirão
Não teremos apenas quatro anos ruins, mas décadas, diz Krugman sobre Trump

Nobel de Economia Paul Krugman levanta em artigo publicado no New York Times uma série de questões que podem deixar marcas profundas, de acordo com o que foi sinalizado pelo republicano durante a campanha; primeiro a ganhar destaque é a mudança climática; "Tínhamos acabado de alcançar um acordo global sobre emissões e uma política clara de mover os Estados Unidos para uma esperança maior sobre energia renovável. Agora, isto provavelmente vai se desfazer, e o dano pode muito bem ser irreversível", lamenta

O Nobel de Economia Paul Krugman alerta, em artigo publicado no New York Times nesta sexta-feira (11), que não se trata agora, "infelizmente", de debater sobre a possibilidade de os Estados Unidos terem quatro anos ruins com a eleição de Donald Trump, mas "décadas", talvez "gerações", de efeitos adversos.

 

O economista levanta uma série de questões que podem deixar marcas profundas, de acordo com o que foi sinalizado pelo republicano durante a campanha. O primeiro a ganhar destaque é a mudança climática.

 

"Eu estou particularmente preocupado com a mudança climática. Nós estávamos em um ponto crucial, tínhamos acabado de alcançar um acordo global sobre emissões e uma política clara de mover os Estados Unidos para uma esperança maior sobre energia renovável. Agora, isto provavelmente vai se desfazer, e o dano pode muito bem ser irreversível."

 

Krugman também alerta sobre as nomeações para a Suprema Corte, e a possibilidade do cenário Jim Crow de segregação se tornar norma por toda a América.

 

Em relação aos direitos civis, Krugman lembra que "a Casa Branca vai em breve ser ocupada por um homem com instintos autoritários óbvios", enquanto o Congresso vai ser "controlado por um partido que não tem mostrado nenhuma inclinação a se colocar contra ele". "Quão ruim isto pode ficar? Ninguém sabe."

 

Em relação às políticas econômicas de Trump, ou a "Trumponomics", o economista diz que uma primeira reação seria pensar que ele vai gerar uma crise imediata, mas pondera que isto não estaria efetivamente correto. "Eu vou escrever mais sobre isto nas próximas semanas, mas uma boa aposta seria de que não deve haver castigo imediato."

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Rede PT Ribeirão, com informações do portal 247
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