Quem tem medo do carnaval, Nogueira?

/ Por Agência Rede PT Ribeirão

Foto: Arquivo Rede PT

Quem tem medo do carnaval, Nogueira?

A festa da carne abalou a política brasileira. Em várias cidades do Brasil, os protestos contra o desgoverno de Bolsonaro foram incisivos, divertidos e produziram conseqüências devastadoras para aqueles que pensam que é possível moldar a cultura de um povo.

 

Levi-Strauss definiu cultura como tudo aquilo que sofre a ação transformadora do homem, em oposição à natureza.

 

Se houvesse a possibilidade de o presidente ter lido algum texto do antropólogo belga, poderíamos inferir que ele, com toda sua dificuldade cognitiva, não compreendeu o termo “homem” como sinônimo de ser humano e, sim, como um indivíduo da raça humana, que, ao enganar parcela significativa da população para eleger-se, recebe, com a faixa de presidente, o direito de determinar o comportamento dos foliões, mas, como sabemos, essa possibilidade não existe.

 

Confrontado com a total inépcia da equipe governamental, o povo se manifestou e desferiu gritos, cantos, palavras de ordem, sambas enredos, marchinhas e paródias de canções de todos os gêneros, sem deixar dúvidas em relação à sua insatisfação com tamanha falta de capacidade de gestão do atual presidente.

 

Em Ribeirão Preto, com medo de que a população embarcasse na onda nacional e se manifestasse contra o prefeito, devido às acusações de participação na máfia da merenda e na lista da Odebrecht, na qual ganhou o apelido de “Corredor”, além das acusações de cobrar dos funcionários comissionados valores para bancar a candidatura de sua atual esposa, Samanta Nogueira, à câmara federal, Duarte Nogueira Jr. preferiu tentar colocar uma pá de cal no carnaval ribeirão-pretano, cortando todas as verbas de apoio, instituindo uma burocracia monumental, sem, ao menos, cumprir a lei, que determina que a prefeitura organize e se responsabilize pela infraestrutura do carnaval.

 

Como já dizia Capiba, o grande compositor pernambucano, “nós somos madeira de lei que cupim não rói”. O carnaval aconteceu, teve blocos de rua, em recintos fechados, cortejos de maracatu, samba na rua e até um momento especial de voto pela paz e pela tolerância, quando, ao final da apresentação do bloco Os Marcianos, em Bonfim Paulista, os participantes se deram as mãos e fizeram um minuto de silêncio em respeito à memória do Arthur Lula da Silva e em repúdio às manifestações de ódio que chegaram ao cúmulo de comemorar a morte do neto do presidente Lula.

 

Desse modo, ficou claro que quem tem medo do carnaval é quem tem medo do povo e desprezo pelo seu bem-estar.

 

Não, Nogueira! Você não irá conseguir pregar na cidade de Ribeirão Preto a pecha de túmulo do carnaval.

 

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Márcio Coelho, Secretario de Cultura do PT/RP
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