Beto Cangussu

Beto Cangussu

Luiz Roberto Alves Cangussu nasceu em 17 de março de 1963, em Ribeirão Preto. Beto, como é conhecido, iniciou sua participação política nas comunidades e pastorais sociais da Igreja Católica, no final dos anos 1970, no bairro Ipiranga. Ele ajudou a organizar o Grupo de Jovens Trabalhadores, ligado à Pastoral da Juventude. Como militante das Comunidades Eclesiais de Base, participou da luta pela melhoria do transporte coletivo, iluminação do complexo aeroporto e do movimento contra o Banco Nacional da Habitação (BNH), pela redução das prestações da casa própria.

 

Beto Cangussu é advogado e bancário. Como bancário, participou da oposição ao sindicato nos anos 1980. Trabalhando no Banespa, foi eleito conselheiro regional dos funcionários e diretor da Associação dos Funcionários do Banespa (Afubesp), liderando a luta contra a privatização do banco.

 

Ele presidiu o Centro de Direitos Humanos e Educação Popular (Cedhep), entidade respeitada na discussão e elaboração das políticas sociais não governamentais de Ribeirão Preto.

 

Concorreu a vereador em 1992 e ficou como um dos primeiros suplentes, assumindo uma cadeira por algumas sessões. Mas, na primeira administração do prefeito Antônio Palocci Filho (entre 1993 e 1996), Beto foi coordenador da Central de Triagem e Encaminhamento ao Migrante, Mendicante e Morador de Rua (Cetrem), entre 1993 e 1995, depois foi diretor-administrativo da Secretaria da Educação e secretário do Bem-Estar Social (hoje Secretaria da Ação Social) entre 1995 e 1996, quando instalou importantes instrumentos de participações, como o Conselho de Assistência Social, dois Conselhos Tutelares, o Conselho do Idoso.

 

Como secretário, participou dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e de Moradia, sendo um grande incentivador das políticas de inclusão e valorização na área de assistência social.
Tentou nova eleição em 1996, mas não foi eleito. Em 1997, no entanto, foi eleito presidente do Diretório Municipal (DM) do PT de Ribeirão Preto. Em sua gestão, o partido teve um importante envolvimento com a comunidade, destacando os ciclos de debates realizados mensalmente no Teatro Auxiliadora, sempre com uma grande participação. O acúmulo de experiências e o envolvimento social o levou à vitória na eleição para vereador em 2000. Como vereador, Beto Cangussu pautou-se pela moralização e pela transparência do Legislativo, criando instrumentos de democratização para fazer da Câmara um palco de grandes debates com a sociedade.Ele apresentou projetos e trabalhos importantes, como o da Tribuna Livre, Orçamento Participativo, Mapa Social, Software Livre, fim dos jetons, emenda à Lei Orgânica contra o nepotismo, Comissões de Estudo e Pesquisa nas áreas de Saúde, Educação, Plano Diretor, Agenda 21, Reforma Agrária e do Regimento Interno. Sempre foi um defensor do serviço público e do acesso a ele por meio de concurso público.

 

Beto participou do Fórum Social Mundial e ajudou a organizar o Fórum Regional. Organizou e editou o Guia Cidadão, uma cartilha com informações sobre os serviços públicos municipais. Sempre exerceu com autonomia e independência o seu papel de fiscalização e acompanhamento da execução orçamentária.

 

Beto Cangussu foi eleito vereador em 2000 e, nos oito anos em que esteve na Câmara (2001 a 2008, já que foi reeleito em 2004), o Grupo Ação Pró-Cidadania (Gapci) que acompanha todas as sessões da Câmara considerou Beto o mais atuante no Legislativo. Não foi eleito em 2008, mas voltou a ocupar uma cadeira na Câmara após a eleição de 2012, sendo considerado novamente pelo Gapci como o vereador mais atuante em 2013 e 2014.

 

Nos três mandatos de vereador, sua atuação sempre foi marcada pela coerência e transparência, independentemente de estar na situação ou na oposição, pautando pela ênfase na defesa da ética na política e na defesa intransigente dos interesses públicos, além da aproximação com as pautas progressistas dos movimentos populares de nossa cidade.

 

Beto é casado, tem três filhos, e reside no conjunto habitacional Avelino Alves Palma. Beto também disputou três eleições a deputado, não se elegendo: em 2002 a federal e em 2006 e 2010 a estadual. Em 2016 obteve 1653 votos, assegurando a primeira suplência pelo PT.