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Sem merecer, Corinthians ganha dos reservas do Athletico

Na belíssima Arena da Baixada, com seu teto retrátil devidamente fechado, o Corinthians era dominado pelos reservas do Athletico quando, aos 13 minutos, de cabeça e quase em câmara lenta, Vagner Love fez 1 a 0 para o Alvinegro, diante de 19.409 torcedores.

Alvinegro que seguiu dominado até o fim do primeiro tempo, vendo o Rubro-Negro jogar e perder pelo menos um gol aos 38′, em cabeçada de Lucas Halter.

Manoel tinha atuação perfeita na defesa paulista que tomava uma pressão sem tamanho da garotada paranaense.

Jadson, de pregas presas, não conseguia criar coisa alguma além do cruzamento para o gol de Love, e só restava ao Corinthians se defender, se defender e se defender.

Tiago Nunes dava o chamado banho tático em Fábio Carille, mas o intervalo chegou com a injusta vantagem corintiana, mantida graças ao VAR que anulou, corretamente, um gol dos anfitriões, em impedimento, em rebote de bola na trave mandada por Braian Romero.

Difícil imaginar, se continuasse a jogar como fazia, que o Corinthians resistisse no segundo tempo.

O zagueiro Khellven, 18 anos, estava no lugar de Bambu, que saiu machucado.

Pela primeira vez no jogo, entre o quinto e o sétimo minutos do segundo tempo, o Corinthians conseguiu ficar com a bola.

Mais experientes, os visitantes exploravam a ansiedade dos anfitriões e conseguiam equilibrar o jogo.

Aos 14′, outra vez gol atleticano, de Braian Romero, outra vez em impedimento, depois de boa defesa de Cássio.

O Athletico tinha 60% de posse de bola e 13 finalizações, contra duas do Corinthians…

Ralf, Jadson e Júnior Urso estavam amarelados quando o jogo chegou aos 17′.

O Corinthians voltava a correr atrás do Athletico.

Deprimente…

Lembremos: corria atrás dos reservas rubro-negros.

O Athletico pôs Vitinho, outro da base, no lugar de Thomas Andrade.

E Pedrinho entrou no lugar de Jadson, peso morto.

O Athletico preferiu poupar para jogar inteiro no meio de semana contra o River Plate, jogo de ida, em Curitiba, pela Recopa Sul-Americana.

Compreensível a busca por um segundo título internacional, mas, sei não.

Abdicava de vencer o Corinthians, se com o time titular, por uma incerteza muito maior, a de ser campeão em cima do River, com jogo de volta no Monumental de Nuñez.

Cássio evitava o empate a cada cinco minutos.

E Gustagol estreou no Brasileirão, aos 26′, no lugar de Mateus Vital.

O futebol é imprevisível.

Ramiro era uma contratação perfeita, por tudo que fez no Grêmio.

Mas, no Corinthians, que decepção!

Tiago Nunes queimou sua última troca ao colocar Bruno Nazário no lugar de Thonny Anderson.

E Carille trocou Ramiro por Richard.

Aos 36′, Fagner deu o segundo gol para Gustavo, mas o centroavante jogou como zagueiro ao arrematar com o pé errado…

Então, aos 41′, Fagner deu um chutão, o quique da bola enganou Lucas Halter e achou Pedrinho na cara do goleiro Caio e ele cabeceou por cima do garoto: 2 a 0.

Se 1 a 0 era injusto, se até o empate seria um castigo para o Athletico, o 2 a 0 era a prova de que o futebol não é apenas imprevisível: é cruel.

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