Ricardo Jimenez: Morre um franciscano amigo do povo brasileiro.

Ricardo Jimenez: Morre um franciscano amigo do povo brasileiro.

O catarinense D. Paulo Evaristo Arns saiu dos subúrbios de Petrópolis quando se tornou Bispo auxiliar de D. Agnelo Rossi em São Paulo, em 1966. Em 1970, no período mais duro da ditadura militar, tornou-se Arcebispo de São Paulo.

 

Começaria ali a história de um lutador dos direitos humanos.

 

Sua luta e suas posições firmes contra a ditadura o tornaram ícone de uma geração.

 

"Dom Paulo, certamente, falou com autoridades do Brasil para que eu fosse liberado. Mas não sei as gestões exatas que ele fez. O que sei é que ele não perdeu tempo em organizar uma manifestação na porta da delegacia para me salvar. E me salvou", disse, em 2014, o ativista de direitos humanos argentino Adolfo Perez Esquivel, de 82 anos, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1980, disse que foi salvo duas vezes por dom Paulo Evaristo Arns durante a ditadura no Brasil.

 

D. Paulo teve um trabalho pastoral voltado principalmente aos habitantes da periferia, aos trabalhadores, à formação de comunidades eclesiais de base nos bairros além da defesa e promoção dos direitos humanos, em todos os sentidos, no Brasil.

 

Se vai um digno representante da doutrina social da Igreja Católica, aquela que faz falta nos dias de hoje, substituída por um neopentecostalismo importado dos EUA e que, muitas vezes, manipula e aliena as pessoas.

 

Morre um franciscano amigo do povo brasileiro.

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Ricardo Jimenez, Professor e Coordenador do Setorial Direitos Humanos do PT de Ribeirão Preto. Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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