Ricardo Jimenez: Fernando Haddad é o novo na Política e é do PT!

Ricardo Jimenez: Fernando Haddad é o novo na Política e é do PT!

Aliás, Haddad só poderia ser do PT!

 

Nunca escondi minha admiração e meu entusiasmo com Fernando Haddad, desde os seus tempos de Ministério da Educação.

 

Haddad se notabilizou no Ministério pela capacidade de inovação e de administrar enfrentando obstáculos e buscando ampliar o acesso à educação para a população, principalmente para os mais pobres, para o estudante trabalhador.

 

Foi, certamente, o mais eficaz Ministro da Educação das últimas décadas. PROUNI, reforma do FIES, expansão das Universidades Federais e dos Institutos Federais, FUNDEB e Lei do Piso estão entre algumas das várias iniciativas que teve à frente da pasta da Educação. Mas destaco, fundamentalmente, a transformação do ENEM no maior instrumento de acesso à universidade da América Latina. 6 milhões de brasileiros podem concorrer às vagas nas Universidades Federais sem precisar sair de sua cidade, e isso está sendo ampliado para as Universidades estaduais. Uma revolução!

 

A expansão das Universidades Federais e a disseminação de Institutos Federais de Tecnologia pelos quatro cantos do país geraram mais de 4 milhões de novas vagas no ensino superior público. Um marco histórico!

 

Foi esse perfil de administrador moderno, arrojado, sem medo do novo e nem de enfrentar o debate que fez de Fernando Haddad a escolha de Lula (e do PT) para ser candidato à Prefeitura de São Paulo em 2012.

 

Haddad enfrentou e venceu José Serra em uma campanha violenta por parte dos tucanos. E venceu com diálogo, coragem e capacidade. Assumiu a Prefeitura diante da rejeição da elite paulistana e da mídia tradicional. Aliás, Haddad enfrenta uma mídia agressiva e hostil desde o primeiro dia de sua administração.

 

E mesmo diante da mais feroz oposição midiática, Haddad tem governado e vencido desafios. Suas realizações estão fazendo ressurgir uma São Paulo nova, revigorada, voltada para o futuro. São três os eixos principais de sua administração: combate à corrupção, recuperação econômica da Prefeitura e proposição de políticas públicas que criem uma cidade inclusiva e justa.

 

Aqui apenas alguns de seus feitos: criação da Controladoria Municipal (que desbaratou a máfia que agia na Secretaria de Finanças há mais de 20 anos), relação saudável com a Câmara de Vereadores (baseada no diálogo e em cima de projetos), lei de transparência (inclusive saneando o setor de licitações), renegociação das dívidas da Prefeitura com o governo federal (o que propiciou o incremento de 24 bilhões anuais no orçamento municipal), retomada dos investimentos (6 bilhões anuais, rompendo um ciclo de mais de 15 anos de completa incapacidade financeira da Prefeitura), centros de recepção de imigrantes (dando um exemplo ao mundo em um momento de crescimento da xenofobia), retomada dos Conselhos Municipais (dando voz e poder para a sociedade civil), demarcação de terras indígenas municipais, introduziu o conceito de “Cidade Parque” (multiplicando os espaços de lazer e cultura e ainda em implementação), faixas de ônibus, ciclovias, redução da velocidade nas marginais e avenidas, além de uma nova visão sobre o zoneamento urbano, rompendo com o ciclo de construções desenfreadas de “condomínios fechados” e valorizando a cidade integrada, inclusive com a construção de moradias populares em todos os bairros, buscando superar o a cruel e equivocada divisão social características das cidade atuais. Tudo isso por enquanto.

 

Haddad vem vencendo as dificuldades e sendo exemplo para todos. Mesmo a oposição ferrenha da mídia não está sendo capaz de frear a melhora de sua avaliação pessoal, dos mais pobres à classe média ainda capaz de manter um diálogo racional.

 

Haddad é o total contraponto ao atrasado, truculento e inoperante governo do PSDB no Estado. Este, sim, absolutamente protegido pela mídia tradicional. A crise da SABESP que o diga.

 

Talvez seja obra do destino o fato de Fernando Haddad estar governando a capital paulista neste momento histórico. Em uma época repleta de dificuldades, onde a mídia se associa a um discurso intolerante e de ódio, onde se busca criminalizar o PT e os movimentos sociais, é da capital paulista que surge o oxigênio renovador.

 

Muitos dizem que Haddad é o novo PT. De modo algum! Haddad é o novo na política surgido no PT, e só poderia ter surgido no PT, com seu histórico de renovação na política e nas políticas públicas desde a sua vitória em São Paulo com Luiza Erundina em 1988, passando pelas inovações administrativas dos anos 1990, como o orçamento participativo, até o projeto nacional tocado por Lula e Dilma nos últimos 12 anos, que gerou milhões de empregos e tirou outros milhões da pobreza.

 

Ao tirar São Paulo do atoleiro e quebrar paradigmas consolidados há anos, Haddad se torna o centro em torno do qual uma nova narrativa política pode ser construída.

 

O discurso intolerante e desinformado pode até se tornar forte por um tempo, mas não resiste à verdade. As pessoas gostam de viver bem, gostam de enxergar seu futuro com otimismo e não com raiva. Esta é a mensagem de Haddad: na hora que tudo isso passar o que vai restar é aquilo que nós realizamos.

 

Fernando Haddad é o político que pode construir uma alternativa ao tucanato no Estado e aquele que pode envolver as pessoas novamente em um ambiente de entusiasmo político. E Haddad tem voto, o que é fundamental em qualquer embate político.

 

Sua administração e a sua postura devem estar presentes nos debates municipais por todo o Estado, pois o cenário de candidaturas tende a se repetir nas médias e grandes cidades, ou seja, o candidato progressista (do PT ou de algum partido aliado) deverá enfrentar e desconstruir o discurso hipócrita do “combate à corrupção” (clássico das candidaturas tucanas) e o discurso da bala (a visão policialesca e preconceituosa inspirada em programas de televisão trash) que sempre terá seu representante local. O que pode ser melhor do que Haddad para enfrentar isso?

 

Aqui em Ribeirão Preto não será diferente. As candidaturas à direita já estão postas. Aqui nós temos a oportunidade de aliar a nossa experiência nas duas administrações petistas já realizadas com a novidade Haddad. Ribeirão está sem projeto há mais de 10 anos, sem debate, sem uma liderança ou força que dialogue com a população e construa um novo rumo para a cidade. Cabe a nós liderar isso, com o nosso legado, com a retomada do diálogo com os movimentos sociais da cidade e trazendo para o nosso convívio a novidade Fernando Haddad.

 

Eis, em minha opinião, um excelente instrumento de ação política.

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Ricardo Jimenez é químico, professor e criador do blog "O Calçadão" Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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