O PT tem história, tem militância, tem legado, tem projeto e está vivo!

O PT tem história, tem militância, tem legado, tem projeto e está vivo!

Não há dúvidas que hoje o Partido dos Trabalhadores passa pela maior crise de sua história e que esta crise obrigará o partido, e sua militância, a evoluir, se reorganizar, inventar novos métodos de participação, novo modelo de financiamento, novas práticas políticas.

 

A reavaliação de posturas, a atualização do programa, a crítica e autocrítica construtivas e a evolução das práticas partidárias só fazem bem a um partido político.

 

Aliás, desde que foi fundado em 10 de fevereiro de 1980, o PT passou por transformações e reuniu ao longo do tempo a história, a militância e o legado necessários para que se mantenha vivo e atuante no seio da sociedade brasileira mesmo diante de um quadro tão adverso como o atual.

 

Constituído a partir das lutas populares, da união de trabalhadores da cidade e do campo com intelectuais, artistas e militantes sociais de base, o PT alcançou grandeza histórica e destacado protagonismo na luta pela soberania nacional e emancipação do povo brasileiro e tornou-se referência em toda a América Latina e no mundo ao longo de seus 37 anos de história.

 

O modo petista de governar é nossa maior marca nos governos municipais, estaduais e nacional. A militância é nosso maior patrimônio. A relação com os movimentos sociais é nossa maior ferramenta de enraizamento no seio das massas.

 

Toda essa riqueza e experiência foram fundamentais nos 13 anos no comando da Presidência da República. As centenas de conferências temáticas realizadas fizeram brotar um conjunto de políticas públicas que transformaram o país, gerando empregos, renda, inclusão social e diminuição da desigualdade.

 

O país avançou em direitos, em proteção e empoderamento de minorias. Saímos do mapa da fome da ONU, criamos acesso ao ensino superior, construímos moradia para a população de baixa renda e incluímos 30 milhões de brasileiros na economia formal e no mercado de consumo.

 

Lula, nossa maior liderança partidária, se tornou a maior liderança política do Brasil, respeitado e admirado no mundo.

 

Foi a partir dessa capacidade de avançar, de se modernizar e de esboçar um projeto nacional de desenvolvimento com inclusão social, tendo na nacionalização do pré-Sal e na política de conteúdo nacional um marco de um novo ciclo de desenvolvimento com investimentos em saúde e educação, que fez do PT um alvo da elite conservadora nacional, sempre a maior inimiga do desenvolvimento soberano do Brasil.

 

Assim como em outros momentos de nossa história, o PT e a democracia foram golpeados. Um conluio golpista midiático, judiciário, policialesco e político tomou o país de assalto e feriu a democracia ao desrespeitar um mandato de uma presidente legitimamente eleita.

 

O golpe do impeachment sem provas é apenas um dos efeitos de um amplo processo golpista, de condenação da prática política e de perseguição ao PT, aos petistas e à maior liderança nacional, Lula.

 

A crise que o PT atravessa se insere na ampla e dramática crise econômica e política do Brasil, imposta por um processo golpista que apostou na política do quanto pior, melhor e em um discurso retórico de ‘combate à corrupção’ que escondeu e esconde objetivos políticos para auferir meios de contornar a decisão democrática da eleição de 2014 e para derrotar um projeto de desenvolvimento com soberania nacional em curso até aquele momento.

 

Além do PT e suas lideranças, as maiores vítimas são os direitos do povo brasileiro e a própria democracia, pois junto com o golpe veio uma brutal reintrodução de uma agenda neoliberal que havia sido barrada a partir de 2002.

 

Se aproveitando dessa conjuntura de crise, e do péssimo resultado do PT nas eleições municipais de 2016, a mídia tenta vender o PT como um partido acabado, tenta vender que Lula é uma liderança acabada.

 

Até mesmo dentro da estrutura partidária há forças que, a partir de uma crítica interna, muitas vezes ligada à política de alianças adotada no governo federal, defendem uma ‘reconstrução’ do partido.

 

Mas um partido que tem história, militância, enraizamento social, o maior legado de desenvolvimento econômico com inclusão social e que tem a maior liderança política do Brasil não morre nunca.

 

Claro que existiram erros e insuficiências. As reformas política, tributária e de mídia ficaram pelo caminho, mas o PT está sendo combatido pelo conluio golpista muito mais pelos seus acertos do que pelos seus erros.

 

Um projeto nacional de desenvolvimento com inclusão social não é tarefa de um único partido e sempre exigirá uma aliança de forças, mais à esquerda ou mais ao centro dependendo da conjuntura.

 

O importante é que as forças populares e, especificamente o PT, mantenham a hegemonia e a centralidade da aliança.

 

Porém, pesquisas recentes mostram que mesmo diante do fogo cerrado da perseguição política, o PT e Lula vivem e mantêm a influência.

 

Cerca de 15% dos eleitores (o que gira em torno de 22 milhões de brasileiros) se identificam com o PT e Lula lidera todas as pesquisas de opinião com média de 35% das intenções.

 

E essa força cresce quanto mais cresce na população a percepção de que o golpe foi não só para tirar Dilma e o PT do poder, mas foi para cassar direitos sociais e trabalhistas do povo, e que a política de combate à corrupção é parcial e seletiva.

 

Isso não redime o partido da responsabilidade de renovar para avançar, de fazer autocrítica, de atualizar seu programa, de superar os desafios programáticos e organizacionais, mas mostra que não é preciso reconstruir o que não foi destruído.

 

É preciso olhar para frente, revigorar a organização interna, dinamizar os núcleos de base e os setoriais, estreitar os laços com os movimentos sociais organizados e com a sociedade, potencializar a política de comunicação com uma linguagem acessível ao trabalhador e atraente para a juventude, equacionar a atuação dos mandatos parlamentares no sentido de harmonizá-los com as direções partidárias.

 

Aqui em Ribeirão Preto é preciso buscar atualizar nosso programa para a cidade retomando os estudos e debates do Dialoga Ribeirão, articular seminários e ações junto ao Fórum Permanente de Movimentos Populares e os segmentos que o compõe, investir na Rede PT como um núcleo de informação e formação partidária, reorganizar e fortalecer a JPT-RP, aproximar o partido da intelectualidade local, fazer o contraponto qualificado à administração do PSDB e ocupar as ruas junto da Frente Brasil Popular Macro Ribeirão.

 

É preciso que neste momento de crise estejamos cada vez mais unidos em torno da defesa de nosso legado, presente na mente e na alma do povo brasileiro, da necessidade de um novo projeto nacional de desenvolvimento e em torno de Lula, a maior liderança política brasileira e o mais forte ponto de unidade no enfrentamento do esquema golpista.

 

O PT não morreu, está vivo e pulsando, pronto para construir novos caminhos para o futuro. O PT é como a história de lutas do povo brasileiro e o projeto nacional de desenvolvimento, uma necessidade histórica sempre presente.

---
Ricardo Jimenez – Militante da CNB-RP e Coordenador do Setorial Direitos Humanos do DM. Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

Comentários

Ainda não há comentários nesta notícia. Seja o primeiro!