Defender Lula é um dever não só do PT. Defender Lula é defender o legado do povo!

foto: Ricardo Stuckert

Defender Lula é um dever não só do PT. Defender Lula é defender o legado do povo!

O ódio ao Lula por parte da elite brasileira e seus braços de atuação não é novo e nem começou com Lula.

 

É um ódio arraigado na alma da elite, patrimonialista, e que é expelido toda vez que um líder popular ameaça dar ao povo as asas da liberdade.

 

Os exemplos mais recentes coincidem com os líderes que buscaram, através da comunicação com o povo, construir o Estado nacional, buscaram colocar os instrumentos de Estado a serviço do povo.

 

Somos um país em construção, onde tudo ainda precisa ser planejado e edificado. Somos um país com 200 milhões de pessoas onde a palavra mais importante é inclusão. E os momentos de avanço que tivemos em nossa história foram frutos da atuação de líderes populares que uma hora tiveram que enfrentar a fúria da elite odiosa brasileira.

 

O mecanismo é sempre o mesmo: usam seus tentáculos midiáticos e institucionais para tentar aniquilar a biografia do líder popular. Antes usavam como mecanismo institucional as Forças Armadas e, hoje, usam setores dissidentes da Polícia Federal, do Ministério Público e da própria Justiça. Antes tinham a UDN, agora têm o PSDB.

 

Assim foi com Getúlio Vargas em 1954 (que o levou ao suicídio e só não levou o Brasil a uma ditadura por causa da atuação patriótica do general Teixeira Lott, um legalista), assim foi com João Goulart em 1964 (e que gerou 21 anos de ditadura), assim foi com Brizola no seu governo no Rio de Janeiro e assim é com Lula.

 

Getúlio construiu a Petrobrás, Jango propôs as reformas de base, Brizola criou os CIEPs e Lula conduziu o Brasil a um período intenso de desenvolvimento econômico e social.

 

Lula tem o dom de todo líder: ele fala às massas, tem a linguagem do povo. Lula carrega em si a alma do povo brasileiro que o vê e se identifica.

 

Como o próprio Lula já contou, certa vez Brizola o levou para visitar o túmulo de Getúlio, em São Borja. Coincidência ou não, Lula adquiriu muito do pensamento trabalhista. Seu governo resgatou a Petrobrás da privatização, descobriu o pré-sal, tirou o país do mapa da fome, gerou 20 milhões de empregos, instituiu a maior rede de ensino técnico da história com mais de duas centenas de institutos federais de educação, colocou milhões de filhos de trabalhadores nas universidades com a revolução do ENEM e das cotas (triplicando o número de brasileiros negros nos bancos universitários), deu prestígio e tamanho à nossa diplomacia, alcançou 85% de popularidade, elegeu e reelegeu a sua sucessora, venceu um câncer e é, em pleno 2015, o líder das pesquisas de opinião a despeito de todo avanço violento que fazem sobre a sua imagem.

 

É preciso dar mais alguma explicação para o ódio destilado contra ele, a sua família e ao seu Partido?

 

Mas é preciso compreender que o ódio contra Lula não se restringe à sua pessoa, por mais pessoais que possam ser os ataques. As frequentes capas de revistas da mídia tradicional, braço de ação da plutocracia, apenas expelem um ódio maior, um ódio ao Brasil e ao seu povo, e um medo atávico, o medo de 2018.

 

A plutocracia tem medo de Lula exatamente pelo que ele simboliza e significa no pensamento popular.

 

Sei de companheiros que torcem o nariz para Lula. Alguns o queriam mais “revolucionário”, outros o queriam mais “franciscano”, mais Mujica. Compreendo. Mas Lula representa um simbolismo muito maior do que tudo isso. Sua ligação com o povo brasileiro representa tudo ao contrário do que vemos hoje. Lula representa do brilho da alma nacional, das lutas populares.

 

Estão nele representadas a luta das mulheres, dos negros, dos sem-terra, dos sem-teto, daqueles que sonham com o país desejado por Darcy Ribeiro, por Paulo Freire, por Brizola, por Betinho, por tantos.

 

Estamos vivendo um período onde os canalhas perderam a modéstia, o racismo explode nas redes, a xenofobia ri da nossa cara, os entreguistas querem rifar nossas riquezas e travar os investimentos do Estado nacional, religiosos de araque pregam o obscurantismo e o retrocesso apoiados no financiamento empresarial de campanhas.

 

Vivemos um período onde playboys mimados criados em berço de ouro se aliam a corruptos saídos das profundezas do fisiologismo para tripudiar da nossa democracia conquistada e construída no ombro de heróis.

 

Defender Lula não é só um dever do PT. Defender Lula e o PT, com seus 1,7 milhão de filiados, é um dever de todo progressista, pois, assim, estaremos defendendo o legado de lutas do povo brasileiro e o futuro do Brasil.

 

É hora de reagirmos.

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Ricardo Jimenez é químico, professor e criador do blog "O Calçadão" Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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