A condução coercitiva do jornalista Eduardo Guimarães fere o direito constitucional à liberdade e garantia da informação

A condução coercitiva do jornalista Eduardo Guimarães fere o direito constitucional à liberdade e garantia da informação

Ricardo Jimenez: "Foi um ato de força que desrespeita a democracia!"

A condução coercitiva autorizada pelo juiz de Curitiba que atua na força tarefa da operação Lava Jato foi uma afronta ao Estado Democrático de Direito e à liberdade de expressão e informação, com garantia constitucional de resguardo da fonte.

 

A argumentação oferecida pelo juiz, de que Guimarães ‘não é jornalista’, é inadmissível, inacreditável em uma democracia.

 

Foi uma medida de força tomada claramente para intimidar aqueles que de alguma forma desagradaram o comando da Lava Jato. No caso, o juiz queria arrancar do conduzido a fonte que teria vazado sobre a condução coercitiva do Presidente Lula em março passado.

 

Aqui cabem duas considerações: a condução coercitiva de Lula para depor em um aeroporto e o posterior vazamento para a mídia dos áudios contendo a fala da Presidente da República na tentativa de inviabilizar seu direito soberano de nomear um ministro de Estado constam dos momentos mais sombrios da história recente do Brasil.

 

Foram duas atitudes ilegais e truculentas que se somam a esta de agora.

 

Em uma democracia ninguém está acima da lei e a Constituição é a guia maior da nação. Ferir a Constituição é ferir a democracia e isto causa em todos os democratas o temor e o repúdio de tempos autoritários.

 

É preciso dar um basta nesta caminhada em direção a um Estado de Exceção no Brasil.

 

O juiz de Curitiba precisa dar explicações ao Brasil.

 

Por mais aliados poderosos que se imagine ter, ninguém é maior do que o Brasil, a democracia e o povo brasileiro.

 

Todo o apoio ao jornalista Eduardo Guimarães.

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Ricardo Jimenez – Coordenador do Setorial Direitos Humanos do PT de Ribeirão Preto Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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