O resgate no mediterrâneo e o amor ao Brasil

foto: Brasil 247

O resgate no mediterrâneo e o amor ao Brasil

 

A caminho de Beirute onde irá substituir a Fragata União, como Nau Capitânea da esquadra naval da ONU de bloqueio da entrada de armas no Líbano - a FTN-UNIFIL, sob comando brasileiro desde 2011 - a Corveta Barroso V-34 resgatou 220 refugiados que estavam à deriva no Mar Mediterrâneo, cerca da metade deles mulheres e crianças, salvando suas vidas e levando-as até o território italiano.

 

Com 104 metros de comprimento e quase 1.800 toneladas de deslocamento e uma tripulação de aproximadamente 160 marinheiros e oficiais, a Corveta Barroso foi concluída em 2008, na metade do segundo mandato do Presidente Lula,  no contexto do renascimento e fortalecimento da indústria naval brasileira, e é o mais moderno navio já construído no Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro, motivo de orgulho para a Marinha do Brasil - que tem sido atacada em sua honra neste momento por meio de comentários na internet - e um marco da capacidade de realização da nossa gente.

 

Só resta uma pergunta: se foi o Brasil que realizou o resgate, mesmo estando em águas internacionais, não seria o caso de oferecer refúgio a essa gente (ao menos para aqueles que o aceitassem) providenciando seu futuro transporte e abrigo em nosso país?

 

Seria interessante imaginar - em um tempo em que imbecis sugerem em portais e redes sociais que se entregue a Petrobras e a administração do Brasil aos norte-americanos - um desses bebês, depois de crescer e envelhecer em solo pátrio, relatando daqui a algumas décadas para seus netos, como a mão do destino o tornou brasileiro, ao ser salvo da morte, por brasileiros, em pleno oceano, poucos meses, ou semanas, depois de nascer.

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Mauro Santayana é jornalista Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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