Alexandre Padilha: Um novo poder com as mulheres

Alexandre Padilha: Um novo poder com as mulheres

Segundo José Martí “Nada causa mais horror à ordem do que mulheres que sonham e lutam”. Este ano, o dia 8 de março foi, sem dúvidas, o Dia Internacional da Mulher mais bonito dos últimos anos. Milhares de mulheres participaram da greve internacional e saíram às ruas em diversos países. No Brasil, cidades foram tomadas por mulheres que caminharam contra a reforma da previdência, o feminicídio, a violência, por direitos iguais, respeito ao corpo, na Marcha Mundial das Mulheres.

 

Estive na mobilização em São Paulo e diversos coletivos de mulheres participaram do ato, muitas delas vestidas com camisetas, lenços, pinturas no rosto com o símbolo de vênus na cor roxa, de mãos dadas com seus filhos e carregando bebês nos slings, cantando junto com os tambores, a uma só voz, os seus direitos.

 

Quem trabalha na área da saúde, como eu, sabe da presença das mulheres, ampla maioria entre os profissionais. Elas aderem mais aos programas de saúde e sempre são as primeiras a estarem junto dos filhos, parceiros, pais, avôs. Infelizmente, temos que lutar muito ainda para garantir a elas condições dignas de trabalho e cuidados em saúde.

 

Por isso, quando fui Secretário Municipal da Saúde, entre os esforços para reduzir o tempo de espera para realização de exames, priorizamos a garantia do exame de mamografia de no máximo 30 dias em todas as regiões da cidade de São Paulo para as indicações de rastreamento de câncer de mama. Conseguimos atingir esta meta em 2016. No Ministério da Saúde tornamos obrigatória a notificação compulsória de casos de violência doméstica e sexual. Pesquisas mostram que a maioria dos casos ocorre por agressores conhecidos ou parentes das vitimas.

 

Em São Paulo, dados de 2015, mostraram que 77% das mulheres foram agredidas por pessoas conhecidas, 66% da própria família. Mais de 60% das vítimas de violência com mais de 10 anos de idade sofreram estupro e ultrapassa 80% quando a faixa etária da vítima está entre 30 a 39 anos.

 

Por essas e outras razões todos nós, e não só as mulheres, devemos lutar constantemente pelos direitos que garantam o empoderamento, independência, igualdade, respeito, liberdade de escolha. A mulher deve estar onde ela quiser!

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Alexandre Padilha é médico infectologista, foi Ministro da Coordenação Política de Lula, da Saúde de Dilma e Secretário de Saúde da gestão Fernando Haddad. Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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