Alexandre Padilha: Compromisso com os fatos, postura que Veja não teve

foto: Exame

Alexandre Padilha: Compromisso com os fatos, postura que Veja não teve

Meus amigos e amigas,

 

Desde que fui escolhido pelo PT como pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, em abril de 2014, de tempos em tempos surgem manchetes ou matérias produzidas para atacar minha trajetória e minha honra baseadas no ouvi dizer que ou fulano me disse que.

 

Boatos. Nada além de boatos, sem qualquer comprovação. O pior é que ganham espaço na mídia e o jornalismo sério e calcado em fatos dá lugar a uma conversa de cumpadres.

 

Foi justamente isso que ocorreu, novamente, na edição da revista Veja que circula este fim de semana nas bancas. Na manhã da quinta-feira, 26 de maio, às 09h56, feriado de Corpus Christi, fui procurado pelo repórter para pedir o meu outro lado da história, ainda na manhã do mesmo dia. Era uma forma de justificar que todos os citados tiveram espaço para rebater as supostas acusações.

 

Ou seja, a matéria já estava pronta, faltava apenas meu posicionamento para fechar a edição. O jornalista disse que tinha apenas a delação, feita meses atrás e já noticiada por outros veículos, sem nenhuma prova ou qualquer fato novo. Um texto feito em cima do ouvi dizer, sem qualquer apuração que a sustentasse.

 

Aliás, até agora nenhuma prova foi apresentada pelo delator, um ex-deputado cassado em 2005 pela Câmara dos Deputados e preso na Operação Lava Jato, portanto réu confesso.

 

Respondi, rechaçando totalmente a mentira dita. Não vou alimentar boatos e nem permitirei que me acusem sem responder de forma transparente e séria. Estes são valores que sempre defendi e pratico em minha vida pessoal e profissional.

 

É importante destacar que a ausência de fundamentos e provas concretas nas falsas acusações que atribuíram a mim é tão evidente que nenhum órgão de controle e justiça do nosso país, seja Ministério Público ou Polícia Federal, se quer decidiu por abrir investigação sobre a minha pessoa, mesmo depois de quase três anos de ilações, repito, sem qualquer evidência.

 

Pedirei aos meus advogados que requeiram acesso ao depoimento do réu Pedro Correia, para tomar as medidas cabíveis na Justiça diante desta calúnia.

 

Estes são os fatos. Sem diz que me disse, sem ouvi dizer que, sem fulano teria dito isso de sicrano. Apenas a verdade.

 

Atenciosamente,

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Médico infectologista, secretário de Saúde do Governo Haddad e ex-ministro da Coordenação Política do Lula e da Saúde da Dilma. Seja Companheiro, faça sua doação ao PT de Ribeirão Preto

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